Ter, 06/05/2008 - 11:08
Na óptica dos expositores, a localização do evento, que decorreu na Rua Alexandre Herculano e Praça da Sé, esteve na origem do sucesso. “Embora a Praça Camões seja um espaço bonito, fica um pouco retirada do centro e as pessoas não nos procuram lá. Aqui estamos mais visíveis”, salienta Julieta Alves, a artesã das cantarinhas de Pinela.
Esta posição é partilhada pela maioria dos participantes, que defendem a continuação do artesanato naquele “espaço nobre” da cidade.
A Feira de Artesanato também cativou os turistas que visitaram Bragança durante o feriado e fim-de-semana. “Estiveram cá espanhóis, franceses e, até, pessoas dos Estados Unidos. Até à noite tivemos a visita dos turistas que se iam passeando pelo centro da cidade”, frisou Julieta Alves.
Segundo dados da organização, a Feira de Artesanato contou com a participação de 65 expositores, oriundos de todo o País.
Quanto à localização, o presidente da Associação Comercial, Industrial e Serviços de Bragança (ACISB), António Carvalho, não partilha da opinião dos artesãos e considera que a Praça Camões continua a ser o melhor local. “Voltamos à Praça da Sé devido às obras na Praça Camões”, justificou o responsável.
Em relação à centenária Feira das Cantarinhas, o vice-presidente da Câmara Municipal de Bragança, Rui Caseiro, afirma que a autarquia está a estudar uma nova localização para as feiras nas antigas casernas das Estradas de Portugal, junto ao Mercado Municipal.


