Ter, 06/05/2008 - 11:07
Recorde-se que, no ano passado, os consumidores do Nordeste Transmontano viam a factura do gás inflacionada em 43 por cento, tendo em conta a média nacional. Esta situação levou a Câmara Municipal de Bragança (CMB) a reclamar a redução das tarifas junto do Ministério da Economia, por considerar que se estava a assistir à “exploração das populações do Interior do País”.
A razão apontada, na altura, para a diferença de preços era o facto do produto chegar a Trás-os-Montes em estado líquido, transportado por camiões cistena, e ter que ser gaseificado antes de chegar aos consumidores.
Um ano depois, a Entidade Reguladora do Sector Energético anuncia reduções mais elevadas para Trás-os-Montes, mas continuam a ser insuficientes para colocar a região ao mesmo nível do resto do País.
Tendo em conta os preços em vigor desde o início do mês, Bragança, que é uma das regiões mais frias do País, paga mais no escalão de aquecimento central, em comparação com zonas mais amenas, como é o caso de Lisboa ou do Algarve. Com as reduções previstas de 12,3 por cento em Bragança, 11,9 por cento no Algarve e 2,2 por cento em Lisboa, o preço do m3 rondará os 0,59 euros no Nordeste Transmontano, 0,58 euros no sul do País e 0,55 euros na Capital.
Já no escalão base, os bragançanos ficarão a pagar mais um cêntimo do que os algarvios e menos três cêntimos do que os lisboetas.
Na óptica do presidente da CMB, Jorge Nunes, os preços começam a aproximar-se da média nacional, mas ainda são insuficientes para combater o despovoamento do Interior. “Consideramos que o País deveria ter um tarifário único, tal como acontece com a electricidade”, defende o edil.
Jorge Nunes lembra, ainda, que na vizinha Espanha o gás natural e a electricidade são 30 por cento mais baratos, o que dificulta a competitividade das empresas bragançanas do lado de lá da fronteira.


