Ter, 06/05/2008 - 11:07
Após quase uma década de espera, a subestação de Macedo de Cavaleiros está quase pronta, podendo passar a receber a energia gerada naquela zona já no próximo ano. “Tivemos que aguardar que a Rede Eléctrica Nacional (REN) fizesse as infra-estruturas necessárias para evacuar a electricidade que será produzida na região”, explicou do o presidente do conselho de administração da PENOG – Parque Eólico da Serra da Nogueira, Carlos Pimenta.
Anteriormente, as linhas da REN em Trás-os-Montes seguiam o percurso das barragens, ao longo do rio Douro, sendo que em Bragança não existia uma linha de alta tensão. “O distrito de Bragança tinha um buraco total, pois não tinha uma única linha. Agora, vai passar a ter uma rede eléctrica estruturante de alta tensão que vai atravessar o distrito na diagonal, entre Chaves – Macedo – Mogadouro”, adiantou o responsável.
Este conjunto de redes vai, também, ligar o distrito a Espanha, passando a estar integrada numa malha. “Bragança tem centralidade a nível Ibérico, sendo que vai ser muito importante estar ligada em rede, pois garante maior estabilidade, qualidade na electricidade e capacidade de escoamento”, sublinhou Carlos Pimenta.
Freguesias abrangidas pelo Parque Eólico receberão 3 por cento da facturação
Desde que o aproveitamento do vento começou a ser avaliado e estudado que as freguesias dos concelhos de Bragança, Macedo de Cavaleiros e Vinhais recebem uma renda relativa aos terrenos que receberão os equipamentos eólicos. “Recebemos cerca de três mil euros por ano de rendas pelos terrenos”, informou o presidente da Junta de Freguesia de Celas, no concelho de Vinhais, António Gonçalves.
No entanto, após a concretização do Parque Eólico da Serra da Nogueira, os autarcas passarão a auferir cerca de três por cento da facturação. “Gostávamos que o projecto fosse mesmo para a frente, pois será uma fonte de rendimento para a nossa localidade”, salientou o presidente da Junta de Freguesia de Rebordãos, no concelho de Bragança, Adriano Rodrigues.
Segundo Carlos Pimenta, o distrito de Bragança apresenta um enorme potencial no que toca a recursos eólicos, o que pode representar uma mais valia para a região. “As energias renováveis têm uma vantagem, pois são dispersas no território e isso pode trazer investimentos dispersos pelo País, gerando riqueza e emprego localmente”, adiantou.
Segundo o responsável, o Parque Eólico da Serra da Nogueira será de médio ou grande tamanho. “Tem um enorme potencial e, por isso, estará na linha dos grandes parques”, explicou.


