Ter, 29/04/2008 - 12:05
A situação não agrada ao presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, Beraldino Pinto, que defende que a Urgência deve ser gerida pelo CHNE. “Já fiz chegar esta preocupação à ministra da Saúde e voltei a abordar esta questão quando a governante visitou o Nordeste Transmontano”, salientou o edil.
Questionado sobre a gestão da Urgência, o vogal executivo do Conselho de Administração do CHNE, António Marçoa, explica que esta situação foi definida pelo Ministério de Saúde. Aliás, o protocolo assinado em Abril do ano passado entre o ex-ministro da Saúde, Correia de Campos, e o autarca macedense já pressupunha que este serviço ficaria tutelado pelos Cuidados de Saúde Primários. “O hospital de Macedo deixou de prestar cuidados hospitalares urgentes, mantendo-se o serviço de Urgência a funcionar com médicos de medicina geral e familiar, com o apoio do serviço de internamento daquele hospital”, determina o documento.
Macedo reivindica helicóptero, ambulância SIV e equipa de socorro
Na óptica de António Marçoa, faz todo o sentido que a gestão deste serviço seja feita pela SRSB. “A maior parte do trabalho é feito pela triagem dos médicos de saúde familiar. Antes da requalificação da rede de urgências tínhamos que contactar os médicos do Centro de Saúde para fazer esse trabalho”, justificou o responsável.
Aliás, a instalação da SUB de Macedo esteve prevista para o Centro de Saúde local, mas as deficiências detectadas levaram à manutenção do serviço nas instalações do hospital. Esta situação foi regularizada em Julho do ano passado, altura em que foi assinado um protocolo entre o CHNE e a SRSB, para determinar a articulação entre os serviços do Centro de Saúde e do hospital.
Na óptica de António Marçoa, a Urgência está a funcionar melhor e tem todo o apoio dos meios complementares de diagnóstico e dos especialistas de medicina interna do hospital, disponíveis 24 horas por dia.
Contudo, o edil macedense realça, também, que o protocolo assinado com o Ministério não está a ser cumprido, visto que o helicóptero, a ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) e a equipa de socorro ainda não chegaram a Macedo de Cavaleiros.


