class="html not-front not-logged-in one-sidebar sidebar-second page-node page-node- page-node-168590 node-type-noticia">

            

Famílias carenciadas realojadas

Ter, 29/04/2008 - 10:46


12 famílias carenciadas de Bragança receberam, na passada quarta-feira, uma casa nova. A Câmara Municipal de Bragança (CMB) realojou os agregados familiares, a maioria deles numerosos, em habitações remodeladas nos bairros sociais da Coxa, Previdência e Mãe d´ Água. Depois da assinatura dos contratos de arrendamento com o município, as famílias vão poder mudar-se para a casa nova já no início do próximo mês.

A falta de condições de habitabilidade, as rendas elevadas face aos rendimentos do agregado e a sobrelotação das casas antigas foram os problemas que estiveram na base destes realojamentos. Agora, as famílias vão pagar uma renda simbólica, que varia entre os 4 e os 20 euros, calculada consoante os seus rendimentos.
O presidente da CMB, Jorge Nunes, salientou que a autarquia tem vindo a fazer realojamentos com regularidade, para melhorar as condições de vida das famílias com rendimentos mais baixos.
No entanto, muitas das pessoas que conseguiram agora uma casa já estavam inscritas no programa de realojamento há vários anos. “Há mais de 20 anos que estou inscrito para conseguir uma habitação social”, salientou Fernando Domingues.

Câmara vai construir habitações para realojar as famílias de etnia cigana

Também Ermelinda Custódio esperou 15 anos por uma casa da autarquia, aguentando as más condições e uma renda de 212 euros que era difícil de pagar.
Perante esta situação, o edil realça que não eram casos graves, uma vez que todas as famílias estavam alojadas. “Havia situações de precariedade em termos de habitação, mas há outros que é apenas para resolver o reajustamento entre as condições financeiras e as rendas que as pessoas pagam”, acrescentou Jorge Nunes.
No próximo mês, a autarquia vai entregar mais 10 fogos sociais e apoiar financeiramente a requalificação de quatro habitações na zona histórica.
Além disso, o edil salienta que a Câmara tem vindo a dar apoio financeiro a pessoas do Mundo Rural, para melhorarem as condições das suas casas. “É preferível apoiar as famílias do que transferi-las para um bairro social”, frisou o edil.
Para já, a CMB disponibiliza 272 fogos sociais, onde alberga cerca de 680 pessoas. O próximo passo prende-se com a construção de habitações para realojar as famílias de etnia cigana da cidade.