Ter, 22/04/2008 - 10:27
Integrado no Eco – Museu, este projecto abrange as Capelas dos Senhores dos Perdidos e da Oração de Jesus no Horto (ambas em recuperação), a Igreja do Seminário e a de São Francisco.
“Trata-se de um circuito interligado de arte sacra, que contará com exposições permanentes de alfaias, pinturas e esculturas, bem como com algumas peças que virão de outras igrejas e espaços do concelho”, explicou o vice-presidente da Câmara Municipal de Vinhais (CMV), Roberto Afonso.
Para tal, a autarquia já tem em curso um conjunto de obras, de modo a recuperar alguns templos, como as Capelas dos Senhores dos Perdidos e a da Oração de Jesus no Horto, ambas integradas no Seminário de São Francisco.
Para o estudioso António Mourinho, que participou nas comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, em Vinhais, na passada sexta-feira, o Museu de Arte Sacra deverá integrar peças em risco de degradação. “Algumas pinturas, cálices, paramentos e frontais, entre outros objectos, estão a desfazer-se sem necessidade, pois podiam ser reunidos de modo a salvaguardá-los”, adiantou o responsável.
Além do trabalho desenvolvido no que toca à criação do Museu de Arte Sacra, a CMV está empenhada em restaurar as igrejas mais degradas em todo o concelho.
“São o património edificado mais importante que temos, pois trazem bem-estar às pessoas das aldeias que são muito devotas”, adiantou Roberto Afonso.
Deste modo, a autarquia arrancou com um projecto, desenvolvido por fases, que prevê a manutenção e conservação dos templos, bem como o arranjo dos espaços envolventes, cemitérios, adros e iluminação das igrejas.
Recorde-se que o Eco – Museu integra diversos núcleos, alguns dos quais já estão abertos ao público, como a Lorga de Dine, os dois museus de Agrochão e as cozinhas regionais de fumeiro, entre outros.


