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Nem só de mel vive a apicultura

Ter, 15/04/2008 - 11:14


Mais de duas dezenas de apicultores participaram, na semana passada, no Curso de Incentivo à Produção de Pólen e Propolis, na Casa do Lavrador, em Bragança. Sendo uma região apícola por excelência, os formandos dedicam-se, sobretudo, à produção de mel, desvalorizando o pólen e propolis, cuja exploração é residual no Parque Natural de Montesinho. “Através desta formação, vamos tentar promover a criação destes produtos junto dos apicultores, porque são muito valorizados no mercado e, até agora, não estão a ser aproveitados”, explicou a responsável e formadora do curso, Sandra Barbosa.

A coordenadora pretende, assim, dar a conhecer a diversidade de produtos que podem resultar de uma exploração apícola, sendo que o mel é, apenas, um deles. “Esta região é muito boa para a prática da apicultura, devido à pouca poluição e presença de pesticidas, mas está a ser subaproveitada pois só se produz mel”, sublinhou a responsável.
Além de incentivar a produção de pólen e propolis, a iniciativa tem, também, como objectivo promover a troca de experiências entre os apicultores e restantes participantes. “Muitos são conhecimentos que passam de geração para geração, mas também entre eles, que vão trocando informações”, adiantou Sandra Barbosa.
Com um mestrado em Química de Produtos Naturais e Alimentos, esta apicultora profissional tem, desde 2005, um negócio no sector apícola. Com colmeias na zona do Zoio e uma unidade de apoio nas antigas instalações da escola primária de Refoios, no concelho de Bragança, Sandra Barbosa dedica-se à criação de produtos naturais, como sabonetes e velas, entre outros. “Vou recolhendo algumas ideias junto de pessoas mais velhas que aplico nestes produtos que têm bastante procura sobretudo fora desta região, porque aqui há bastantes apicultores”, informou a responsável.
Recorde-se que propolis é uma substância resinosa, que provem da recolha de resinas da flora apícola. Dotado de propriedades antibióticas e fungicidas, pode ser utilizado no tratamento de feridas e infecções, entre outras patologias. Já o pólen pode ser aplicado na concepção de produtos terapêuticos e na indústria cosmética, entre outros.