Ter, 15/04/2008 - 11:11
Para este produtor, deveria apostar-se, sobretudo, no escoamento de batatas portuguesas, ao invés de se vender, primeiramente, o produto estrangeiro. “Além das ajudas que têm, as cooperativas garantem o escoamento dos produtos nem que seja para países como Portugal”, lamenta o agricultor, que prefere manter o anonimato.
Assim, a produção de batatas começa a ser um risco, uma vez que nunca têm certezas quanto ao escoamento e venda do produto. “É um risco produzir, pois pode vir um ano muito bom, como no que passou, seguido de um muito mau”, sublinha.
A solução passa, então, pela união de todos os lavradores ou pela criação de uma cooperativa que “ajude a escoar as batatas e a implementar alguma regulamentação, como a fixação de um preço para a venda”.
Segundo o agricultor, as receitas das vendas não “cobrem, sequer, as despesas que temos durante a produção de batatas, pelo que é uma actividade que não compensa”.
A par da forte concorrência e falta de associativismo, os produtores acrescentam que a mudança dos hábitos alimentares ajudou a piorar a situação. “Antes a batata era a base de toda a alimentação. Agora, foi sendo substituída por outros produtos”, sublinham.
Deste modo, e apesar da qualidade superior, decorrente das características dos solos do concelho, as batatas da região vão ficando arrumadas em armazéns, enquanto produtos estrangeiros são vendidos a preços bastante mais elevados em grandes superfícies.


