Ter, 08/04/2008 - 10:33
Campos verdejantes e férteis, árvores em flor e pequenos cursos de água ajudam a compor o cenário daquela localidade que é conhecida pelas boas relações com Espanha, produção frutícola, pastorícia e património histórico.
Actualmente com cerca de 140 eleitores, a freguesia tinha, em 1700, apenas 28 moradores, tendo aumentado para 160 no ano de 1800 e 254 em 1900. “Registou um assinalável progresso à custa da agricultura, pois é um planalto e a terra é muito fértil”, explicou o presidente da Junta de Freguesia de Cicouro (JFC), Domingos Torrão.
Devido ao seu clima bastante equilibrado, é frequente encontrar animais a pastarem nos campos. “Antigamente, os solos eram apascentados por convénio entre Espanha e Portugal, o que prova que as relações eram muito boas, também comprovadas na quantidade de casamentos entre espanhóis e portugueses”, acrescentou o autarca.
A fama dos pastos férteis é, assim, bastante antiga, já que, segundo o responsável, a aldeia deve o seu nome à palavra “cicuirus” de origem grega, que evoluiu para “cuirões”, que significa lugar de criação de gado.
A par da Igreja Matriz, que se presume que seja do século XIV, a população de Cicouro orgulha-se, também, da pequena capela erguida à entrada da aldeia. O templo original remonta ao ano de 1633, mas depois de ter ficado em ruínas, um emigrante decidiu recuperá-la e reconstruiu-a conforme um projecto arquitectónico contemporâneo. “Da capela antiga resta, apenas, uma parte do muro. Já na década de 40, existiu aqui um cemitério”, informou o autarca.
Património e espaços amplos e verdejantes fazem as delícias dos visitantes
Os visitantes podem, ainda, conhecer o edifício da antiga escola primária que foi, em tempos, a residência do professor. “É considerado por muita gente como a escola mais bonita da região”, avança o responsável.
Depois de ter recuperado a Forja Comunitária, que data de 1936, e que podia ser utilizada por toda a população, a JFC volta a contar com o apoio da CoraNE para reconstruir a Abadia de Cicouro. Em ruínas, a antiga residência paroquial e do professor vai albergar um Museu Rural e a Associação Cultural e Recreativa Cicourense e a Associação de Caça. “Estas colectividades não têm casa própria, pelo que achámos que era um espaço que poderia ser aproveitado e utilizado”, explicou o autarca.


