class="html not-front not-logged-in one-sidebar sidebar-second page-node page-node- page-node-168427 node-type-noticia">

            

Coopafreixo à venda

Ter, 08/04/2008 - 10:31


A Coopafreixo – Cooperativa dos Olivicultores da Região de Freixo de Espada à Cinta tem os seus activos à venda, havendo já uma proposta de compra que ronda os 1,5 milhões de euros.

A situação surge após os maus resultados económicos relacionados com perdas de produção no sector olivícola, dívidas à banca e “atitudes de cariz político”.
Recorde-se que a Coopafreixo é responsável por um lagar de azeite, uma associação de frutos de casca rija e a comercialização da famosa azeitona Negrinha de Freixo.
Os cerca de 660 associados da cooperativa mostram-se expectantes em relação ao futuro da instituição, que terá que ser resolvido até ao próximo dia 20 de Abril, quando irá decorrer uma Assembleia-geral extraordinária.
Na corrida à aquisição da Coopafreixo, está a Adega Cooperativa de Freixo de Espada à Cinta (ACFEC) que estuda uma proposta para apresentar, já que há associados que pertencem às duas instituições da lavoura que representam a maior parcela económica daquele concelho e da região do Douro Superior. Assim sendo, está agendada para o próximo domingo uma Assembleia-geral da ACFEC para decidir a entrada daquela organização na corrida à aquisição da Coopafreixo.

Autarca de Freixo e presidente de Adega Cooperativa defende manutenção da Coopafreixo

Segundo o presidente da Coopafreixo, António Rocha, a proposta apresentada não é a ideal, mas veio “espicaçar as consciências das pessoas, já que o valor é significativo, sendo que o que se pretende é pagar as dívidas de forma a salvar a cooperativa”.
Ainda segundo o dirigente, “a Coopafreixo foi politizada e, na altura da sua fundação, os simpatizantes do PSD eram a favor da cooperativa e os do PS eram contra, mas a instituição só funciona com a participação dos produtores e as guerras políticas têm de ser colocadas de lado”.
Já na óptica do presidente da Câmara Municipal de Freixo de Espada à Cinta e da ACFEC, José Santos, devem esgotar-se todas a soluções para a manutenção da cooperativa olivícola.
“É preciso dar hipótese aos produtores para decidirem o futuro da cooperativa, já que há pessoas que integram as duas intuições”, disse o autarca e dirigente.
José Santos adiantou, ainda, que “a Coopafreixo é um bom exemplo de como não deve misturar a política com os interesses dos agricultores”.
A dívida da Coopafreixo à banca deverá rondar os 800 mil euros e os produtores olivícolas ainda não receberam as colheitas referentes a 2006 e 2007.
No entanto, o valor total das dívidas ainda é desconhecido, estando em curso um levantamento de dados.