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Vinhas, quintas e falha sísmica ameaçam IP2

Ter, 08/04/2008 - 10:12


O traçado do IP2, que liga os distritos de Bragança e Guarda, poderá não vir a ser concretizado nas zonas do vale do Sabor e rio Douro.

Este impasse, segundo a Agência Lusa, prende-se com as características patrimoniais, culturais e geológicas da região. Diversas entidades e organismos ligados ao sector do turismo e geologia alegam que aquele troço representará a destruição “de plantações de vinha e olival e de pastagens e culturas tradicionais”. Em causa está, também, a continuidade e sustentabilidade de diversas quintas, uma vez que os terrenos integrantes poderão ser devastados e fragmentados, o que, provavelmente, implicaria “o abandono de algumas áreas agrícolas”, divulga a Lusa.
Os vários organismos manifestam, ainda, que o IP2 pode prejudicar “os empreendimentos turísticos existentes”, bem como “a economia do vinho, dominante na região e a paisagem cultural do Alto Douro Vinhateiro”.
O traçado previsto originalmente colide, também, com a falha sísmica da Vilariça, que atravessa o Nordeste Transmontano até à Guarda, considerada pelos geólogos como “relevante”, já que, nas últimas três décadas, se registaram aí sismos de magnitude três e quatro.
Assim sendo, os pareceres emitidos defendem o aproveitamento do actual traçado da EN 102 que passa pela ponte do Sabor. Recorde-se que esta via tem ligação ao antigo troço do IP2 no concelho de Torre de Moncorvo, que não faz parte do actual projecto para o traçado da rodovia.
Apesar deste impasse, o secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, assegurou à Lusa que “este processo não impede, nem vai pôr em causa os prazos inicialmente previstos”.
Recorde-se que este troço do IP2 integra o pacote de acessibilidades anunciado pelo Governo para o distrito de Bragança, que deverá estar concluído em 2011.