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Cirurgia ambulatória para diminuir listas de espera

Ter, 08/04/2008 - 10:05


Com a entrada em funcionamento do Centro de Cirurgia Ambulatória na Unidade Hospitalar de Mirandela (UHM), o tempo de espera por uma intervenção oftalmológica deverá diminuir de 120 para 20 dias.

Esta é a convicção do director do Bloco de Cirurgia, Faria Pinto, que acredita que os profissionais vão conseguir regularizar a situação nos próximos dois meses. “Vamos ter o apoio de mais três colegas, o que nos permite triplicar ou, até, quadruplicar o número de cirurgias, com cinco horas de bloco por dia”, sustenta o responsável.
Recorde-se que, em Mirandela, há 454 utentes em lista de espera para efectuarem uma cirurgia às cataratas. Com a entrada em funcionamento desta unidade, inaugurada na passada sexta-feira pela ministra da Saúde, Ana Jorge, a lista de espera será diminuída a curto prazo. “Quem sabe podermos fazer um contrato com o Centro Hospitalar do Nordeste (CHNE) para resolver o problema das cataratas dos distritos vizinhos que carecem deste tipo de equipamento. Aqui temos a tecnologia mais recente, numa unidade com capacidade de resposta para cirurgias de várias especialidades”, frisou Ana Jorge.
Segundo o director clínico do CHNE, Sampaio da Veiga, a cirurgia de ambulatório garante todas as condições de segurança e tem a vantagem dos utentes não ficarem internados. Depois do período de recobro (máximo de 24 horas), os utentes recuperam no seu meio familiar, não ficando sujeitos a infecções hospitalares.

Urgência do Hospital de Bragança vai passar de um corredor estreito para três amplas salas de espera

Na UHM foi, ainda, inaugurado o Laboratório de Análises Clínicas, que tem capacidade de resposta no dia, pelo que os utentes não precisam de fazer marcação prévia.
Já no hospital da capital de distrito foi cortada a fita do Pavilhão da Consulta Externa, que já está a funcionar desde Outubro do ano passado. Com 18 especialidades e 10 salas técnicas, estão previstas 108 mil consultas por ano.
Já na Unidade Hospitalar de Macedo de Cavaleiros foi inaugurado o Bloco Operatório, que conta com mais duas salas de cirurgia programada.
Estas valências representam um investimento na ordem dos 6,5 milhões de euros, mas as obras continuam no CHNE. Em Bragança, estão a decorrer trabalhos nos serviços de Internamento e na Urgência.
A requalificação do CHNE contempla, ainda, a construção de um Pavilhão Técnico, que representa um investimento de 2 milhões de euros, bem como a ampliação do Bloco de Partos.
Em Macedo de Cavaleiros estão a decorrer as obras na Unidade de Cuidados de Convalescença, com capacidade para 22 camas, que vai nascer no antigo Centro de Saúde. Esta intervenção representa um investimento de 874 mil euros.
A Unidade de AVC do Hospital de Macedo também vai ser ampliada, passando de 8 para 12 camas. “Em Trás-os-Montes temos 600 novos casos por 100 mil habitantes, enquanto no resto do País registam-se, apenas, 400. Dado que nesta região há uma maior incidência, houve necessidade de investir nesta área”, concluiu o presidente do CHNE, Henrique Capelas.