class="html not-front not-logged-in one-sidebar sidebar-second page-node page-node- page-node-168368 node-type-noticia">

            

Vinho biológico chega ao Douro

Ter, 01/04/2008 - 11:19


Desde 2002 que Gilberto Pintado é o primeiro produtor de vinho 100 por cento biológico da área do Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), em Freixo de Espada à Cinta. Os vinhos D. Freixo, com as variantes de tinto, branco, rose e D. Freixo Elite, são, assim, as primeiras produções colocadas num mercado que está em crescimento. Segundo o produtor, para obter um vinho 100 por cento biológico há algumas etapas a seguir, como a adubação e o controlo das doenças infestantes da vinha, sendo que não são aplicados adubos químicos, nem herbicidas ou pesticidas.

“No que toca a tratamentos fitossanitários, as plantas não recebem qualquer tratamento sistémico, apenas produtos naturais como o enxofre para combater o oídio e calda bordalesa para prevenir o míldio”, garantiu Gilberto Pintado.
Já durante a produção e engarrafamento do vinho, “não há a adição de anidro sulfuroso ou ácidos tartáricos e málicos, nem outro tipo de emulsionante, sendo tudo natural, uma situação que não é seguida por outros produtores convencionais”, acrescentou o produtor.
O vinho é feito, deste modo, em cubas de fermentação a temperaturas controladas e estabilizadas, de forma a obter um vinho natural.

D. Freixo foi lançado no mercado há cerca de um ano

“Nós iniciámos a primeira produção no ano passado com o D. Freixo e agora foi lançado o D. Freixo Elite no mercado, que é um vinho mais barato para o consumidor e destinado a um mercado específico, como os adeptos dos produtos naturais”, explicou Gilberto Pintado.
A garrafa foi desenhada para ser colocada à venda em lojas da especialidade, sendo a apresentação gráfica dos rótulos distinta e que identifica a sua proveniência e modo de produção.
O consumo de vinho biológico ainda é “um pouco tímido, mas já existe um nicho de mercado que começa a ser procurado, sendo que o mais importante é saber conquistar estes apreciadores”, salienta o produtor.
As cinco mil garrafas produzidas o ano passado foram quase todas comercializadas, restando, apenas, cerca de 20 por cento do stock de vinho tinto.
“Este tipo de vinho tem custos de produção três vezes superior em relação ao tradicional e, por isso, só produzimos cinco mil garrafas. No entanto, e conforme a aceitação, pretendemos evoluir até às 40 mil garrafas por ano”, adiantou o responsável.