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Empreendedorismo é alternativa ao desemprego

Ter, 18/03/2008 - 10:29


Há 10 anos atrás, Isabel Pires, natural de Mogadouro, deixou o emprego para abraçar um projecto inédito na cidade de Bragança. Hoje é considerada uma empresária de sucesso.

O Centro Social de Santa Catarina nasceu pelas mãos desta mogadourense, que, na passada quinta-feira, desafiou alguns alunos do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) a serem empreendedores.
A criação do próprio emprego é uma das soluções para os jovens licenciados, que encontram cada vez mais obstáculos para conseguirem entrar no mercado de trabalho.
Isabel Pires comunicou aos alunos os passos que devem dar antes de investirem na sua própria empresa, mas realçou que não é possível ensinar ninguém a ser empresário, porque cada pessoa tem os seus objectivos e a sua forma de agir.
Quando embarcou nesta aventura, esta mogadourense de gema encontrou algumas dificuldades. “Fui a primeira pessoa a vir para Bragança com a ideia de um lar privado, ainda por cima era uma mulher. Mas felizmente consegui superar todos os obstáculos e integrei-me bem na cidade”, remata.
Por sua vez, o director do Centro de Emprego de Bragança, Ilídio Rodrigues, também considera que o empreendedorismo é uma das soluções para escapar às listas do desemprego.
Apesar do risco, investir na criação do seu próprio posto de trabalho é uma das saídas após a conclusão de uma licenciatura.
“Desde que os projectos tenham viabilidade económico-financeira, o Centro de Emprego dá apoio financeiro através do Programa Estímulo à Oferta de Emprego”, esclareceu o responsável.
Actualmente, o Centro de Emprego de Bragança tem cerca de 400 licenciados inscritos, sobretudo da área das Ciências Sociais. No entanto, também já apoiou a criação de 56 empresas nos concelhos de Bragança, Vinhais, Vimioso e Miranda do Douro, sendo 20 por cento de jovens empresários.
A par do empreendedorismo, os estágios profissionais são, igualmente, uma forma de entrar no mercado de trabalho. “Em 2007 financiámos 263 estágios profissionais em várias áreas”, concluiu Ilídio Rodrigues.