Ter, 11/03/2008 - 11:06
“Não se aceita que a ministra diga que o processo de avaliação fica ao critério das escolas, que podem ser mais ou menos exigentes. Esta situação não tem cariz democrático”, reclama Graziela Cadavez, professora há mais de 30 anos.
Esta posição é vincada pela maioria dos professores, que consideram “inadmissível” um método de avaliação baseado nas notas que dão aos alunos.
“Somos avaliados desde 1990. Mas a avaliação deve ser alterada com tempo e devem ser ouvidos os professores. Por isso, não nos vamos render, nem nos vamos calar”, defende o presidente do Conselho Nacional da FENPROF, Mário David Soares.
Esta manifestação mobilizou a plataforma sindical de Bragança, composta pelo Sindicato dos Professores do Norte (SPN), Sindicato dos Professores da Zona Norte (SPZN) e Sindicato dos Educadores e Professores Licenciados pelas Escolas Superiores de Educação e Universidades (SEPLEU).
“A plataforma sindical está unida e pretendemos continuar unidos para defender os professores. Estamos aqui, essencialmente, como professores”, frisou o presidente do SEPLEU, Carlos Silvestre.
Professores do distrito de Bragança manifestaram-se em Lisboa contra as políticas para a Educação
Na óptica do presidente do SPZN, Joaquim Salgueiro, os problemas dos professores que leccionam em Trás-os- Montes são de âmbito nacional. “ Estamos contra uma avaliação de professores que nos coloca dependentes dos resultados dos seus alunos e contra o novo estatuto. Deixámos de ter um horário e estamos constantemente a ser chamados à escola”, sublinha o dirigente sindical.
O protesto dos professores fez-se ouvir desde o edifício da Câmara Municipal de Bragança até ao Governo Civil. Às faixas negras em sinal de luta juntaram-se cartazes com palavras de ordem contra a ministra da Educação. “A união faz a força!” ou “Confia o seu filho a um político ou a um professor?” foram algumas das frases inscritas nas faixas exibidas pelos docentes nas ruas da capital de distrito.
A luta continuou no passado sábado, em Lisboa, numa acção a nível nacional em que participaram algumas centenas de professores de Trás-os-Montes.


