Ter, 04/03/2008 - 10:32
Aplaudida em pé pelo público, que encheu a sala de espectáculos, a peça foi protagonizada por Maria do Céu Guerra, no papel de Matilde, e contou com as actuações dos artistas que integram a companhia de teatro “A Barraca”.
Felizmente Há Luar!, da autoria de Luís de Sttau Monteiro, retrata Portugal sob o domínio dos ingleses no seguimento da vitória sobre as invasões francesas. Escrita em 1961, a actriz confessa: “Pouco depois da peça ter saído, decorei os monólogos da Matilde porque achei que era lindíssima”.
Há três anos em cena, Felizmente Há Luar! já foi vista por milhares de espectadores de todo o País. “Além das saídas por fora, fazemos muitas sessões para os estudantes no nosso próprio espaço, uma vez que integra o programa escolar, sendo que todos os públicos gostam muito da peça”, justificou Maria do Céu Guerra.
Na capital de distrito pela terceira vez, a actriz foi homenageada pela Câmara Municipal de Bragança (CMB), que colocou uma placa com o seu nome no corredor do TMB. “Esta sensação é muito agradável, gratificante e fico muito contente por o esforço de não ficarmos no comodismo da nossa cidade de origem, seja reconhecido”, sublinhou Maria do Céu Guerra.
Companhia de teatro A Barraca anda na “estrada” há mais de 30 anos
O facto da placa ser aplicada no TMB, ao lado do nome de Eunice Muñoz, é um motivo de orgulho redobrado.
“É, talvez, o teatro mais bonito e equilibrado de Portugal, pois não ostenta e é lindíssimo por fora, com uma óptima sala e boca de cena. Neste espaço pode fazer-se tudo”, acrescentou Maria do Céu Guerra.
Criada há 32 anos, A Barraca percorre o País a apresentar os vários espectáculos que tem em cartaz. “O nome significa que andamos sempre a montar e desmontar, com o objectivo de levarmos teatro a todo o País”, explicou a artista.
Na óptica da actriz, a cultura não deveria restringir-se às grandes cidades. “O Estado entender que o nteatro não é só para Lisboa e Porto, mas que se deve trabalhar para o País, que tem contribuintes, pessoas e público que devem ter igualdade”, acrescentou.


