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Família de Freixiel já vive com condições

Ter, 04/03/2008 - 10:30


Até há um mês atrás, a família Ferreira amontoava-se num só quarto de uma casa em Frexiel, concelho de Vila Flor.

Pais e filhos, uma menina e um rapaz de 7 e 9 anos, respectivamente, dormiam num único espaço, sem qualquer tipo de condições ou privacidade. “A casa era uma cozinha e um quarto, onde ficávamos todos”, explicou a matriarca, Maria Pereira.
Com parcos rendimentos, uma vez que o único dinheiro provém do trabalho à jorna do marido, a família não tinha recursos suficientes para fazer divisões na casa que lhes foi emprestada, há nove anos, pela paróquia local. “Esta casa é da igreja e como este casal não tinha para onde ir, vieram viver para aqui, mas ainda não tinham nascido os filhos”, sublinhou uma paroquiana e benfeitora, Olímpia Coelho.
A família Ferreira ainda tentou pedir algum apoio à Segurança Social, mas, para isso teriam que construir um alçapão que ligasse o primeiro andar ao rés-do-chão. “Achámos que o melhor era fazer os quartos por baixo da antiga casa e foi aí que a paróquia e algumas pessoas nos ajudaram”, recorda Maria Pereira.
Assim, além de cerca de cinco mil euros, os benfeitores contribuíram com materiais de construção e mobílias. “Pessoas amigas reuniram-se e enfrentaram este desafio, para que se encontrasse uma solução para aquela situação, que era precária”, sublinhou o pároco de Freixiel, José Rodrigues.

Remodelação de habitação
custou cerca de 5 mil euros

Com a criação de três quartos no rés-do-chão da casa, os filhos do casal, Ana e Paulo, já têm o seu próprio quarto individual, onde podem brincar, estudar e ter alguma privacidade. “Os meus filhos estão tão felizes e é muito melhor para eles terem cada um o seu espaço”, acrescentou a matriarca.
Depois de ultrapassadas as principais dificuldades, esta família debate-se, agora, com dívidas no valor de 500 euros, acumuladas com a aquisição de uma máquina de lavar roupa e a mobília do quarto do menino. “Algumas coisas tiveram que se comprar com dinheiro emprestado, pelo que toda a ajuda é bem-vinda”, realçou Olímpia Coelho.