Ter, 26/02/2008 - 12:39
Sabe-se que, no outro lado da fronteira, o governo de Madrid dá o tudo por tudo para convencer o eleitorado e que é rara a semana em que não anuncia grande infra-estruturas rodoviárias e ferroviárias.
Se as promessas do executivo de Zapatero forem para cumprir, Portugal terá que apertar o calendário para que a autovia espanhola não chegue a San Martin del Pedroso antes da Auto-Estrada Transmontana romper até Quintanilha.
Por isso, além de se exigir os acessos à ponte internacional, há que estar atento ao desenrolar das obras no lado português, para evitar que o afunilamento rodoviário se transfira de Espanha para Portugal, lá para finais de 2011. Este é o calendário da Auto-Estrada Transmontana anunciado pelo primeiro-ministro José Sócrates. Se tivermos em conta que Zapatero agenda para este ano a elaboração de projectos do troço Zamora-Quintanilha, prevendo o arranque das obras em 2009, é fácil de perceber porque que é que o Ministério da Obras Públicas português não poderá perder tempo.
É que o ritmo a que avançam as estradas e linhas de Alta Velocidade no território espanhol pode, muito bem, inverter os papéis na questão da ponte internacional


