Ter, 26/02/2008 - 12:18
Referiu ainda, a importância da construção de uma auto-estrada de ligação a Bragança e, consequentemente, à A4, quando esta, finalmente, chegar à nossa região. Também o alcaide de León defendeu a ligação a Bragança por meio de uma auto-estrada.
Recentemente, o eixo de municípios entre Bragança e León (Espanha) criou uma associação para trabalhar na execução de uma auto-estrada entre as duas cidades. “A ideia é criar um novo corredor internacional capaz de ligar o Porto ao Norte da Europa, através da fronteira de Irún, abrangendo os concelhos de Bragança, Puebla de Sanabria, Castrocontrigo, La Bañeza, Santa María del Páramo e León.”
Esta proposta é comum a associações empresariais, economistas, investigadores e autarcas, entre os quais o de Bragança.
O principal objectivo é criar condições para as comarcas espanholas de León e Zamora e para os municípios fronteiriços portugueses, de forma a atrair os tráfegos de mercadorias entre os principais portos do Norte Atlântico (Leixões e Vigo) e da costa Cantábrica (Gijón, Santander e Bilbao).
Esta associação lembrou que a auto-estrada Bragança-León é indispensável para unir a A4/IP4 aos principais corredores rodoviários do norte de Espanha, com ligação a França, casos da A-231, AP1, A8 e A6. “A auto-estrada León-Bragança conseguiria unir, em menos de 100 quilómetros, quatro vias de grande importância, beneficiando, também, as comunidades das Astúrias, Cantábria e Pais Basco”, defende o “alcalde” de La Bañeza, José Miguel Palazuelo, citado pelo jornal espanhol El Mundo.”
Julgo, sem medo de me enganar, que a principal rota de união entre León e o Norte do nosso país passa por Bragança. É linear e só quem não quer ver é que não vê.
Também os imigrantes e os estudantes portugueses sentem essa necessidade e disso deram conta durante a visita de Cavaco Silva. Enfim, são muitos, aqueles que pugnam por esta ligação como uma forma de desencravar esta região da Península Ibérica.
Também o turismo e tudo o que se lhe relacione, desde a gastronomia tradicional, aos desportos na natureza, passando pela caça e pela pesca podem ser uma mais valia importantíssima para todos nós. O que é indispensável é apostar na qualidade, desde os alojamentos ao pessoal. Os turistas já não se contentam com o mínimo, tendem a exigir o máximo. Não basta termos bons hotéis se o serviço é mau. Não basta termos produtos alimentares de excelência se a sua confecção não retirar dos mesmos o melhor partido. Não basta termos uma bela paisagem se não tivermos programas adequados para a sua exploração em termos turísticos. Não basta termos castelos, igrejas, solares, museus, etc., é necessário saber tirar dividendos deste património e aqui, também, a formação dos profissionais que trabalham nesta área é fundamental. O tempo dos improvisos já acabou.
Enfim, perante tantas potencialidades (espero sinceramente que se transformem em realidades), não devemos temer o futuro. Devemos é lutar para que as coisas aconteçam, exigindo a quem tem obrigação de fazer as coisas acontecerem, que o faça e que a discriminação positiva seja finalmente uma realidade.
Marcolino Cepeda


