Ter, 26/02/2008 - 11:20
Três restaurantes e uma taverna de petiscos, uma loja gourmet com 60 marcas distintas de produtos tradicionais, associados ao artesanato, doçaria de amêndoa e literatura transmontana, transformaram o certame numa das maiores campanhas de promoção de Trás-os-Montes. “Seguramente que muita gente que passou por aqui e gostou da nossa gastronomia e hospitalidade vai querer conhecer a nossa região”, considera o vice-presidente do NERBA, Luís Portugal.
Mas, nem todos degustaram, pela primeira vez, o fumeiro de Vinhais, o azeite da Terra Quente ou os doces de amêndoa de Moncorvo. É que muitas das 20 mil pessoas que rumaram à Alfândega do Porto nasceram em Trás-os-Montes, tendo aproveitado o festival para matar saudades dos paladares que marcaram a sua infância e adolescência.
“Vimos muitas pessoas à procura de coisas das suas terras e, como o povo transmontano é unido e gosta de divulgar a sua terra, muitos traziam amigos que nada tinham a ver com a região”, salienta o responsável.
Atenções voltam-se, agora, para Lisboa e Paris, onde decorrerão as próximas edições
Na hora do balanço, “sucesso” é a palavra usada por Luís Portugal para classificar a iniciativa. “Superou todas as nossas expectativas. Houve produtores que tiveram que fazer reposições diárias na loja gourmet e os restaurantes, de facto, conseguiram cativar as pessoas pela boca”, recorda o dirigente.
A animação e as provas de degustação asseguradas pelas autarquias também pesaram no saldo positivo, tal como o artesanato, “que na próxima edição será alargado, pois teve muita aceitação”, garante Luís Portugal.
As atenções voltam-se, agora, para Lisboa, onde terá lugar a segunda edição do festival, seguindo-se uma incursão em Paris (França), onde a comunidade transmontana também é um facto a ter em conta.


