Ter, 26/02/2008 - 11:17
Na base do imbróglio está uma alegada troca de identidades por parte solicitador de execução, já que o suposto devedor também dá pelo nome de Lázaro António Rodrigues, mas é solteiro, tem 40 anos e é natural de Angola.
A esta conclusão chegou o “Lázaro transmontano”, após uma pesquisa efectuada pelo seu advogado. No entanto, sabe ainda que, o seu homónimo que vive em Queluz também é “da Silva”de apelido, um nome que foi “omitido” em todo o processo.
Septuagenário refere que tem sido “enrolado nas conversas com a advogada que representa o condomínio”
Esta semelhança nos nomes está a deixar o septuagenário “num estado de ansiedade”.
“Quando soube do auto de penhora fiquei aflito e sem saber o que fazer, pois não tinha nada a ver com o assunto. Contactei o solicitador para pedir explicações, mas nunca foi possível, já que me informavam que se encontrava ausente”, alega Lázaro António Rodrigues.
No entanto, o septuagenário garante que desde o início de todo o processo que tem sido “enrolado nas conversas com a advogada que representa o condomínio”, apesar de lhe ter enviado toda a documentação para desfazer “o equívoco” e anular a penhora. O que é certo é que notificação está em curso.
Desconfiado com toda a situação, recorreu a um advogado e à comunicação social para repor a verdade dos factos. “O dinheiro faz-me falta, pois tenho problemas na vida. Sou invisual, a minha mulher sofre de depressão nervosa e toda a situação está a deixar-nos agastados”, disse ao Jornal Nordeste.
O Jornal NORDESTE tentou contactar, mas sem sucesso, o gabinete do solicitador de execução.


