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Engano tira reforma a invisual

Ter, 26/02/2008 - 11:17


Foi com indignação que Lázaro António Rodrigues, de 73 anos, reformado da EDP com residência no Barrocal do Douro (Miranda do Douro) recebeu a notificação de penhora de um terço da sua reforma. O septuagenário é invisual e foi condenado pelo Tribunal de Sintra a pagar 3.500 euros a um condomínio duma habitação em Queluz (Sintra), que garante desconhecer, por nunca ter lá vivido. Mesmo assim, viu penhorados 428 euros por um período de nove meses.

Na base do imbróglio está uma alegada troca de identidades por parte solicitador de execução, já que o suposto devedor também dá pelo nome de Lázaro António Rodrigues, mas é solteiro, tem 40 anos e é natural de Angola.
A esta conclusão chegou o “Lázaro transmontano”, após uma pesquisa efectuada pelo seu advogado. No entanto, sabe ainda que, o seu homónimo que vive em Queluz também é “da Silva”de apelido, um nome que foi “omitido” em todo o processo.

Septuagenário refere que tem sido “enrolado nas conversas com a advogada que representa o condomínio”

Esta semelhança nos nomes está a deixar o septuagenário “num estado de ansiedade”.
“Quando soube do auto de penhora fiquei aflito e sem saber o que fazer, pois não tinha nada a ver com o assunto. Contactei o solicitador para pedir explicações, mas nunca foi possível, já que me informavam que se encontrava ausente”, alega Lázaro António Rodrigues.
No entanto, o septuagenário garante que desde o início de todo o processo que tem sido “enrolado nas conversas com a advogada que representa o condomínio”, apesar de lhe ter enviado toda a documentação para desfazer “o equívoco” e anular a penhora. O que é certo é que notificação está em curso.
Desconfiado com toda a situação, recorreu a um advogado e à comunicação social para repor a verdade dos factos. “O dinheiro faz-me falta, pois tenho problemas na vida. Sou invisual, a minha mulher sofre de depressão nervosa e toda a situação está a deixar-nos agastados”, disse ao Jornal Nordeste.
O Jornal NORDESTE tentou contactar, mas sem sucesso, o gabinete do solicitador de execução.