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Bragança comemora aniversário ao lado de empresários

Ter, 26/02/2008 - 11:04


A empresa Faurecia foi a figura de destaque na I Gala de Homenagem às Empresas do concelho ao arrecadar o primeiro prémio em três das quatro categorias enunciadas. O evento, que teve lugar na passada quarta-feira, no Teatro Municipal de Bragança, realizou-se no âmbito da comemoração dos 544 anos de Bragança como cidade. “Esta homenagem é o reconhecimento às empresas e aos trabalhadores que olham o presente e o futuro com muito empenho e confiança, que trabalham, criam riqueza e postos de trabalho”, justificou o presidente da Câmara Municipal de Bragança (CMB), Jorge Nunes.

Para o edil, além de homenagear os empresários, a cerimónia teve como objectivo dar a conhecer a realidade das exportações da região, uma vez que o concelho de Bragança representa mais de 80 por cento das transacções de Trás-os-Montes. “É importante destacar o valor que as empresas têm para o concelho e incentivar outras a crescer, mas queremos, também, dar a conhecer a capacidade competitiva dos nossos empresários que olham para o mercado europeu como um mercado de oportunidades”, sublinhou o responsável.

Edilidade prescinde de 3,5 milhões de euros em prol do crescimento das empresas

Deste modo, a autarquia decidiu atribuir diplomas e troféus às empresas que se têm destacado nas categorias de Antiguidade”, “Volume de Facturação”, “Volume de Exportação” e “Criação de Emprego”. Sendo que distingui, ainda, a Faurecia com o prémio de “Excelência” por se destacar nas três últimas categorias.
“Este galardão é importante, pois destaca a contribuição da Faurecia para a região e o País e é, também, um reconhecimento dos trabalho das pessoas da fábrica”, sublinhou o director da Faurecia, Miranda de Sousa.
Actualmente, a fábrica emprega cerca de 160 pessoas, sendo que “a perspectiva é continuar a crescer cerca de 30 por cento nos próximos dois anos”, adiantou o responsável. Recorde-se que a Faurecia passou de 34 milhões de euros de facturação em 2006 para 94 milhões em 2007.
Já Carlos Monteiro, proprietário da Petrochama, distinguida com o primeiro prémio na categoria de “Antiguidade”, teme pelo futuro do negócio. “A empresa tem 82 anos e enfrenta um grave problema, pois o sector dos combustíveis em zonas fronteiriças, como a nossa, tem evoluído mal”, lamenta o responsável.
De modo a incentivar a criação de riqueza e postos de trabalho, a CMB prescinde, actualmente, do imposto sobre a matéria tributável de cerca de 330 empresas que facturam mais de 150 mil euros por ano. “A autarquia poderia arrecadar para os cofres do município cerca de 3,5 milhões de euros. Contudo, julgamos que vale a pena abdicar dessa verba, pois é um factor de aproximação de empresas e dinamização da economia”, acrescentou Jorge Nunes.
Recorde-se que antes da I Gala de Homenagem às empresas do concelho, foi apresentado, no auditório Paulo Quintela, o segundo volume do livro “Bragança, Um Olhar Sobre a História”.