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De Mirandela a Puebla de Sanabria em comboio

Ter, 26/02/2008 - 10:42


Na apresentação à comunicação social da sede nacional do Movimento de Afectados Pelas Grandes Barragens e Transvases (COAGRET), o presidente da Câmara Municipal de Mirandela (CMM), José Silvano defendeu o prolongamento da linha do Tua até Puebla de Sanabria (Espanha). “Vamos aproveitar o facto de estarmos na comunidade de Trabalho de Zamora e no Eixo Atlântico e o facto da Comunidade Europeia dar prioridade a projectos deste género”, salientou o edil.

Consciente da necessidade de um acordo entre os municípios de Mirandela, Macedo de Cavaleiros e Bragança, José Silvano considera o projecto viável, embora tenha a noção de que só será financiado se a barragem não for construída. Caso a obra avance, “o desenvolvimento sustentado do turismo via Douro até Espanha perderá muito do seu interesse, sendo que é, também, um dos factores de atribuição do apoio da Comissão Europeia”, acredita o responsável.
Assim, a ligação de Mirandela-Puebla de Sanabria pode vir a ser, caso vá para a frente, o início de várias ligações ferroviárias necessárias em Portugal, podendo, deste modo, possibilitar a união ferroviária à nova rede de União Europeia e à rede convencional espanhola, através de Madrid, importante centro de negócios.

Mirandela poderá estabelecer a ligação ferroviária entre Portugal e Madrid

Para que a união de Puebla de Sanabria a Bragança, Mirandela e ao Douro se implemente, é necessário recuperar a parte da via antiga, mantendo a histórica linha entre Mirandela e a Foz-Tua. Assim sendo, mantinham-se as actuais condições da ligação das linhas do Douro e Tua até Puebla de Sanabria, passando por Mirandela, Macedo de Cavaleiros e Bragança.
Aproveitando a proximidade da capital de distrito a Puebla de Sanabria, poderia estabelecer-se a ligação a alta velocidade ferroviária com Madrid e outras grandes cidades. Calcula-se que o percurso Puebla de Sanabria a Madrid, cuja conclusão está prevista para 2012, deverá movimentar milhões de passageiros por ano.
Para tal, é necessário avançar com a recuperação de parte da via antiga e manter a histórica linha entre Mirandela e a Foz-Tua. A partir deste projecto será possível criar, ainda, novas actividades turísticas.
“Não há dúvidas quanto à demonstração da experiência do turismo e do sector imobiliário nos locais onde o comboio vai parar e suas zonas de influência”, sublinhou o autarca.