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Política de proximidade

Qua, 06/02/2008 - 10:51


Ainda não há muito tempo, a inteligência política nacional defendia o conceito de “política de proximidade”. Segundo esta corrente de opinião, o Estado devia proporcionar aos cidadãos condições de bem-estar, através da criação e manutenção de serviços públicos essenciais junto destes.

Por “serviços públicos essenciais” compreendem-se as áreas da saúde, da justiça e da educação. O cidadão só se sentirá como tal, de corpo inteiro, se tiver acesso rápido e fácil a estes serviços básicos.
O Partido Socialista, na nefasta versão socrática, tem-se encarregue de destruir pela base este edifício que o regime democrático tinha vindo a consolidar. E, em nome de quê? Do equilíbrio orçamental… Pasme-se!
Já aqui defendi que o Partido Socialista devia mudar de nome. Assim, não enganava ninguém. Alguns incautos ainda vão votando na sigla e no nome. Puro logro!
O único escopo descortinável na acção deste governo é a pura e simples aniquilação do interior do país. Várias pessoas e quadrantes políticos da nossa região têm vindo a alertar e a insurgir-se contra este cenário. Não obstante, nada demove ou para a sanha persecutória de José Sócrates ao interior que o viu nascer (será alguma espécie de complexo de inferioridade?).
E que fazem os deputados eleitos pelo PS no distrito de Bragança (que eu, em má hora, ajudei a eleger…)? Propagam demagogicamente a doutrina do “chefe”, como se de uma verdade absoluta e incontornável se tratasse. Ainda recentemente, ouvi o deputado Luís Vaz, aos microfones da RBA, dizer, a propósito da anunciada remodelação do mapa judiciário, que não se justificava que, por exemplo, o tribunal de Freixo de Espada à Cinta se mantivesse a funcionar, devido ao facto de ter poucos processos…(sem comentários!) Além desta, ainda disse mais algumas “barbaridades”, próprias de quem não conhece minimamente o sistema judicial português. Não tem obrigação de o conhecer, uma vez que não é jurista, dirão alguns… Então quem o manda vir a defender algo de que não percebe rigorosamente nada? Pergunto eu…
A este, poderia juntar-se o pavoroso exemplo da intervenção de Mota Andrade, por interpostas pessoas, na Assembleia Municipal de Mogadouro, a propósito da anunciada remodelação dos SAPs.
Tal como Mercúrio, na mitologia romana, estes deputados remetem-se ao insignificante papel de meros mensageiros. Mensageiros da desgraça…

Antero Neto