Qua, 06/02/2008 - 10:43
Anteontem, quem procurava fumeiro de carne, nomeadamente salpicões e chouriças, já tinha dificuldade em encontrar, visto que a maioria dos produtores esgotou o fumeiro no segundo dia da feira.
“No sábado a feira foi visitada por milhares de pessoas, que compraram muitos enchidos. Quem esperou para o último dia para comprar salpicões já teve dificuldade em encontrar, porque a maioria dos expositores só já tinha presunto e alheiras”, frisou Carla Alves, coordenadora da Feira e técnica da Associação Nacional de Criadores de Suínos de Raça Bisara (ANCSUB).
Segundo a responsável, foram vendidas cerca de 30 toneladas de fumeiro durante o certame, o que significa que há muita gente que se descola a Vinhais para comprar produtos de qualidade.
Este ano, a feira foi marcada pelo cumprimento das novas regras de higiene e segurança alimentar exigidas pela Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE).
Agricultores adaptam-se às novas regras de transporte e abate de animais
“Foram cumpridas todas as exigências legais de fabrico e venda de fumeiro e de funcionamento das tasquinhas. Além disso, cada produtor tem autorização do Ministério da Agricultura para produzir fumeiro”, salientou o presidente da Câmara Municipal de Vinhais, Américo Pereira.
Para o edil, as novas leis do mercado reforçam, ainda mais, a qualidade do fumeiro de Vinhais. Por isso, a autarquia deu apoio técnico a todos os agricultores, para que pudessem legalizar a sua produção.
Na feira, os vendedores estavam devidamente equipados com touca, avental e luvas para embalarem os enchidos. “A higiene está em primeiro lugar e é muito importante para garantir a qualidade dos produtos. Por isso, acho bem que tenham sido implementadas estas regras”, afirmou Filomena Chorense, produtora de Edrosa.
Para o próximo ano, Carla Alves afirma que terão que ser cumpridas novas regras no abate dos animais, nomeadamente no que toca ao transporte dos porcos para o matadouro. “Vamos equipar o matadouro, para que o transporte vá às explorações dos agricultores”, explicou a responsável.


