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“Auto-estrada pode ser prejudicial”

Ter, 29/01/2008 - 11:24


Se por um lado vai beneficiar o distrito de Bragança, a futura Auto-Estrada Transmontana poderá “ser prejudicial”. Quem o disse foi o presidente da Federação Distrital de Bragança do PS, Mota Andrade, durante um jantar/debate com a comunicação social, no passado dia 21, em que se analisou a situação política regional. Para o dirigente socialista, as novas acessibilidades “tanto podem trazer, como também levar”, pelo que devem criar-se condições para que se promova “um intercâmbio entre as pessoas que vão e as que vêm”.

Assim, de acordo com o dirigente, a região deveria preparar-se e atrair investimentos, de modo a criar empresas e mais postos de trabalho. “As estradas facilitam a vida a quem vive aqui, mas também a deslocarem-se para maiores centros urbanos e podem não trazer pessoas desses locais para cá”, alerta Mota Andrade.
Já no que toca às restantes estradas anunciadas, o responsável considera “fundamental” a concretização do IC5 e IP2, pois são obras essenciais e estruturais para os concelhos fora do eixo Mirandela – Bragança”.

Dirigente socialista critica nova Zona Industrial de Mós e acredita que se têm perdido investimentos

No âmbito da política local, Mota Andrade tece críticas à Câmara Municipal de Bragança (CMB). “É inadmissível que, nos últimos 10 anos, se tenha mais do que duplicado a área urbanizada de Bragança e se mantenha a zona industrial na mesma”, sustenta.
Na óptica do socialista, esta situação prejudica “a captação de novos investimentos e a criação de mais postos de trabalho”.
O dirigente mostra-se, ainda, descontente com a nova Zona Industrial de Mós, a cerca de 15 quilómetros de Bragança. “É muito longe da cidade, pelo que não é, obviamente, atractiva e coloca problemas de ordem logística, pois é difícil a deslocação dos trabalhadores”, defende.
O facto desta Zona Industrial, ainda, não ter nenhum nó de ligação ao IP4 também preocupa Mota Andrade. “Deveria ser feita dentro dos limites da cidades para poder captar investimento e contribuir para o desenvolvimento sustentável”, defende o responsável.
Recorde-se que o Plano Rodoviário Nacional contempla a construção de um nó de ligação de Mós à futura Auto-Estrada Transmontana, que deverá estar concluída em 2011.
Confrontado com as críticas do PS, o presidente da CMB, Jorge Nunes, adianta que algumas empresas, sobretudo de exportação, preferem instalar-se no perímetro da cidade. “Já temos cerca de dez lotes reservados para empresas que querem aceder imediatamente à auto-estrada e evitar os semáforos e trânsito da cidade”, salientou o autarca.