Ter, 29/01/2008 - 10:15
Desde Novembro de 2003, que os enfermeiros da UMS percorriam, duas vezes por mês, as 20 freguesias do concelho de Alfandega da Fé. O objectivo deste serviço é aproximar os Cuidados de Saúde Primários da população mais idosa, evitando assim deslocações ao Centro de Saúde.
Com a paragem da UMS, os utentes ficam mais desprotegidas, visto que não têm oportunidade de controlar a tensão arterial e diabetes, fazerem curativos ou serem consultados por outras patologias.
Agora, o município e a Santa Casa da Misericórdia de Alfandega da Fé, as entidades que suportam a maioria dos custos relacionados com o UMS, acusam a Sub-região de Saúde de Bragança de desvitalizar o protocolo e resolveram suspender o serviço.
Desentendimentos entre Câmara, Misericórdia e Sub-Região de Saúde levaram à suspensão do serviço
“ Ficou definido que a viatura iria duas vezes por mês a cada freguesia. As populações tinham direito aos cuidados de enfermagem à medida que iam chegando ao local sem ser preciso marcação prévia. Nos últimos tempos as pessoas tinham de fazer marcações no Centro de Saúde para serem atendidas, havendo assim um desvirtuar daquilo que foi a concepção inicial daquela unidade de Saúde. Por isso, entendeu-se que devia ser estacionada até a situação ser normalizada”, explicou o presidente da Câmara Municipal de Alfândega da Fé, João Carlos Figueiredo.
A autarquia aguarda uma resposta, por escrito, em relação à utilização da UMS, e decidiu suspender o serviço até chegarem os esclarecimentos.
Confrontada com a situação, a coordenadora da Sub-região de Saúde Bragança, Berta Nunes, reconhece que houve problemas com o funcionamento da unidade, dadas as queixas apresentadas.
“ Há o empenho das entidades envolvidas em repor a normalidade. Já foram tomadas algumas medidas, que passam por destacar outra enfermeira coordenadora para fazer um plano de intervenção na comunidade”, garantiu a responsável.


