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Dúvidas na qualidade do azeite

Ter, 22/01/2008 - 10:40


A Associação de Olivicultores de Trás-os-montes e Alto Douro (AOTAD), denuncia “ilegalidades na comercialização do azeite”. A suspeita transmitida ao ministro da Agricultura, Jaime Silva, durante a sua passagem pela região para a apresentação de projectos integrados para candidatar ao ProDeR.

O dirigente da AOTAD, António Branco, diz mesmo que há grandes marcas nacionais que comercializam azeite “lampante” como sendo virgem-extra, embora este produto só possa entrar na cadeia alimentar depois de ser refinado.
O dirigente escusou-se a dizer quais são as marcas prevaricadoras, mas deixou um aviso com base num estudo do programa de melhoria do azeite efectuado pela Direcção Regional de Agricultura do Norte e pelo Instituto Superior Agrário (ISA). “O mercado tem que ser rapidamente fiscalizado pelas entidades competentes”, defende o responsável.
Um dos maiores problemas reside no facto de não existirem, em Portugal, painéis de provadores certificados de azeite. “O único conhecido é o do ISA e, quando se lança no mercado um azeite extra virgem, ninguém tem essa garantia, já que não é alvo de uma prova sensorial e organolética para comprovar essa qualidade”, acrescentou António Branco.

Segundo dirigente, apenas 20 por cento de azeite consumido é de qualidade

Segundo o responsável, “o azeite que serve para misturar e é fornecido às grandes empresas nacionais é proveniente de Marrocos, Argélia ou Síria, sendo depois misturado, pelo que, só, 20 por cento é que é azeite de qualidade”.
Na óptica do produtor e engarrafador do azeite Valcovo, Manuel Varandas, a constituição de um painel de provadores azeite seria umas das formas de analisar o produto. “Sendo eu a engarrafar o meu azeite, achei que poderia ser uma mais valia, já que é possível garantir que é extra virgem, porque, no meu caso, é obrigatório que tenha uma prova de laboratório”, explicou o produtor.
Já Jaime Silva assegurou que está disponível para conversar com os responsáveis pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE). Contudo, o ministro da Agricultura diz saber que “há quem venda gato por lebre”.
António Branco mostrou-se, igualmente, preocupado com a comercialização do azeite de Trás-os-Montes. É que o produto tem uma qualidade excepcional, mas apenas 25 por é embalado, sendo o resto vendido a granel para marcas de outras zonas do País (ver coluna).