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Trabalho precário em Bragança

Ter, 22/01/2008 - 10:16


Do sector da Saúde ao metalúrgico e telecomunicações, há centenas de trabalhadores no distrito de Bragança a laborar em situações precárias. A denúncia é feita pela União de Sindicatos de Bragança (USB), que revela os números negros que mancham o mercado de trabalho da região.

Segundo dados anunciados pela direcção da USB, 47 enfermeiros da Sub-Região de Saúde de Bragança e 35 profissionais de Saúde do Centro Hospitalar do Nordeste têm contratos de trabalho precários. Ou seja, estão a exercer funções com contratos que oscilam entre os 6 meses e um ano.
Já no sector metalúrgico, os sindicalistas dão o “mau” exemplo da Faurécia. “Tem 150 trabalhadores, dos quais mais de 50 têm contratos precários, existindo, ainda, uma empresas de aluguer de mão-de-obra para a empresa mãe”, denuncia o dirigente da USB, Adriano Reis. Nas telecomunicações, a precariedade no emprego também se faz sentir. “No call center, cerca de 80 trabalhadores, muitos deles licenciados, têm salários baixos e estão com contratos de um mês”, acrescenta o responsável.
A EDP também é criticada por Adriano Reis, que salienta o facto de estarem a ser retiradas tarefas aos trabalhadores da empresa, que são passadas para os prestadores de serviços, onde a mão-de-obra é mais barata.
Perante este cenário, a Interjovem da CGTP está a levar a cabo uma campanha a nível nacional, denominada “Estafeta contra a precariedade”, com o objectivo de reunir assinaturas de trabalhadores em situação precária para fazer chegar a José Sócrates.