Ter, 15/01/2008 - 11:10
Segundo Nuno Gomes, economista e um dos mentores do projecto, “a possível instalação do CITVIN em Vinhais usufruirá directamente de um concelho com uma ampla variedade de produtos e raças autóctones singulares a nível nacional”. É o caso do fumeiro, da castanha e floresta, associados ao turismo e gastronomia de qualidade.
O CITVIN funcionará, assim, como um espaço de ancoragem de “actividades inovadoras que sustentem a fixação de ideias com interesse económico”, explicou o responsável.
Fumeiro, castanha e floresta, associados ao turismo e gastronomia de qualidade, são a âncora do projecto
Outros dos produtos alvo passam pelas carnes frescas, mel, plantas aromáticas e medicinais, azeite, recursos hídricos, geológicos e cinegéticos, entre outros. Recorde-se que o desenvolvimento da Cacovin Agroindústria, Lda. vem dar força ao Centro Tecnológico. Após o arranque com a recolha e comercialização de castanha, a empresa vai intervir nos hortícolas e produção de farinhas ecológicas para, numa segunda fase, apostar na produção de cogumelos, amora e framboesas.
A instalação de soutos, pomares e terrenos agrícolas são outras das áreas de intervenção da Cacovin, que também actua na normalização do produto, fomento da produção biológica e Formação.
É como a eficácia destas acções passam pela investigação científica, é aqui que entra o ambicionado Centro Tecnológico. “Terá como missão fomentar actividades de investigação e desenvolvimento estruturantes de forma a melhorar o tecido agrícola, empresarial e florestal”, sublinhou Nuno Gomes
Confrontado com este projecto, Jaime Silva garantiu que valoriza as iniciativas dos autarcas, elogiando a apresentação do município de Vinhais. Contudo, adiantou que não se podem criar pólos desta dimensão em todas as sedes de concelho, dado que a sustentabilidade económica e financeira é um dos critérios para a sua aprovação.


