Ter, 15/01/2008 - 10:27
A proximidade do IP2 às Ruínas de Santa Cruz da Vilariça, uma vila medieval fortificada, classificada pelo IPPAR como Monumento Nacional, também preocupa a direcção do PARM, que alerta para a destruição da envolvente paisagística, que vai afectar o futuro aproveitamento turístico daquele local histórico. “Com as vibrações e trepidação resultantes do movimento de máquinas e rebentamentos de explosivos, durante a empreitada, poderão ser afectadas as muralhas da fortificação medieval”, alerta.
PARM defende a realização de estudos arqueológicos para salvar o património histórico
O sítio arqueológico Chão da Capela (necrópole romana associada a um templo), situado junto ao nó da Junqueira, também poderá ser afectado pela obra. Por isso, o PARM defende a realização de estudos, não se conformando com o simples acompanhamento dos trabalhos.
Já as estruturas medievais soterradas no sopé do cabeço da Vila Velha, junto à Quinta do Feiticeiro, que foram descobertas em 2005, poderão ficar “sepultadas” nos escombros dos aterros da estrada.
Realçando o facto de não ter havido prospecções sistemáticas na zona, o PARM salienta, ainda, que podem aparecer vestígios nas imediações da Quinta da Terrincha, na zona da Quinta do Campo, bem como noutros locais de interesse histórico.
Para minimizar o impacto arqueológico, a direcção do PARM defende o máximo aproveitamento do traçado já existente, nomeadamente da via já classificada como IP2.


