Ter, 15/01/2008 - 10:26
O argumento da cheia centenária apresentado no Estudo de Impacte Ambiental ( EIA) é refutado por Aires Ferreira, que realça que a EN325 e a EN220 são soluções de emergência satisfatórias para resolver um problema que poderá ocorrer meia dúzia de dias em cem anos. “As vias municipais paralelas ao IP2 podem ser expandidas, caso seja necessário. Por isso, não faz sentido abandonar o troço Ponte do Sabor – Pocinho já existente, que está classificado como IP2”, sublinha o autarca.
Desta forma, Aires ferreira considera que não há necessidade de “encarecer brutalmente” o investimento com 11 quilómetros novos, uma questão que só foi levantada em 2004, quando o traçado já estava definido há muito tempo.
Autarca reclama a construção da nova Ponte do Sabor com urgência, devido às limitações da actual travessia
Apesar do encarecimento da obra, o edil considera que o troço entre a Ponte do Sabor e o nó de acesso a Torre de Moncorvo não tem impacte visual, paisagístico e ambiental no Douro Vinhateiro e até pode permitir fazer uma correcção na variante à EN220 (nó de acesso à vila). “A passagem inferior é frequentemente inundada (três vezes na última década), pelo que tem que ser posta fora de serviço e os inconvenientes são mais difíceis de superar”, alega o edil.
Já o novo traçado previsto para o troço nó de acesso a Torre de Moncorvo- Pocinho é fortemente criticado pelo presidente da CMTM, devido ao impacte ambiental na paisagem do Douro Vinhateiro, que prejudica seriamente investimentos vitivinícolas realizados naquela zona.
Além disso, Aires Ferreira salienta que é a favor da manutenção da travessia do Douro no Pocinho, pelo que considera negativa a hipótese da travessia antecipada do rio.
No contraparecer emitido pela CMTM durante o prazo de consulta pública do EIA, o edil moncorvense relembra, ainda, que é urgente construir a nova Ponte do Sabor, visto que a actual não satisfaz as necessidades do tráfego e vai ficar submersa com a construção da barragem do Baixo Sabor.


