Ter, 08/01/2008 - 10:51
A observação e, sobretudo, o toque assumem um papel fundamental na composição. O olhar atento permite extrair dos objectos um conjunto de mensagens dirigidas ao que de mais íntimo existe em cada um de nós. Fecundidade, maternidade, evasão, busca do destino do Homem, contemplação, dor, sonho e esperança são algumas das palavras “escondidas” dentro de cada peça. O toque, esse é magia. É entrar na viagem espacial prometida por cada uma das esculturas. Talvez por essas razões Aida Sousa Dias diga que “a escultura é para ser tocada”. É esta atitude que complementa o acto criativo da escultora e que liberta a imaginação que há-de permitir sondar o percurso de cada objecto, auscultar a ideia, o sentimento e adivinhar a matéria que se disponibilizou para ganhar outra forma e função.
Aida Sousa Dias licenciou-se em Escultura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa e concluiu o seu Mestrado em Ciências e Teorias da Arte com a tese “A Figura da Mulher na Escultura dos Anos Cinquenta em Portugal”. A partir de 1984 inicia-se na direcção e organização de exposições na Galeria da Junta de Turismo da Costa do Estoril e, no ano seguinte, na Galeria Albatroz em Cascais. Em 1987 publica a obra “A Cerâmica de Rafael Bordalo Pinheiro”, decorrente dos cerca de 10 anos de investigação da cerâmica portuguesa. A Câmara Municipal de Oeiras concede-lhe, em 1995, a Medalha de Mérito – Grau Prata pelos seus trabalhos.


