Qua, 02/01/2008 - 10:30
Para poder efectuar eficazmente todo o processo da fiação, era necessário extrair as babas dos casulos, cruzá-las e juntá-las num só fio que, a partir do movimento giratório da roda, ia tomando a forma de meadas.
A qualidade da seda manufacturada dependia da perfeição das máquinas de fiação e tecelagem, bem como do estado de conservação do casulo, do bicho que o fabricou e dos métodos utilizados para desnovelar as babas.
A tecelagem caseira efectuava-se em teares utilizados para o fabrico de lã e linho, onde se produzia tecido de seda liso ou borbotos e puxados.
Recorde-se que todo o processo paralelo à indústria da seda, como o plantio das amoreiras, criação do bicho-da-seda, extracção das babas, fiação e a tecelagem envolveram, durante vários anos, um largo número de pessoas do Nordeste Transmontano.
A sericultura era, deste modo, importante para a economia regional, uma vez que representava uma poderosa fonte de receita, a partir da comercialização dos casulos ou seda em fio, bem como da venda de peças porta a porta, através de almocreves que as levavam por todo o País, fazendo-as, mesmo, chegar a Espanha e França.


