Ter, 18/12/2007 - 10:53
O gosto pela escrita vem de longe, mas as exigências do mundo dos negócios acabaram por adiar um sonho, que se concretizou quando alcançou a reforma. “Desde 1960 que tenho isso na ideia, mas ainda não tinha tido tempo”, revela o empresário.
No passado sábado, Manuel Fernandes divulgou diversos factos alusivos à sua vida, com cenários que vão de Angueira a Lisboa e, até, a Vila Nova de Gaia, uma cidade onde foi parar por intermédio dos negócios.
“O meu livro é composto por acontecimentos da minha vida e por crónicas de todas as terras por onde passei”, constata o “escritor”.
Nas 230 páginas que compõem a obra destacam-se as referências a Angueira, a sua terra natal. Os usos, costumes, vivências, património natural, histórico e arquitectónico são descritos ao pormenor, de forma a dar a conhecer a terra natal e que tem sofrido algumas mudanças, fruto do passar dos anos. Mesmo assim, o empresário fez questão de mostrar as diferenças no modo de vida das pessoas, que, na sua maioria, sobrevivem dos rendimentos da agricultura.
Empresário transformou obstáculos em glórias durante uma vida de trabalho
Manuel Fernandes percorreu diversas cidades portuguesas. A tropa obrigou-o a deslocar-se para Lisboa, onde foi vítima de uma injustiça e acabou por ir parar aos calabouços de Elvas. No entanto, este transmontano enfrentou todos os obstáculos com coragem e determinação, transformando tristezas em alegrias, e fraquezas em forças para enfrentar o futuro. “No Forte de Elvas fui muito acarinhado por todos. Mas, nunca baixei os braços, lutei sempre e consegui alcançar os meus objectivos”, frisa com determinação.
Quando regressou às raízes, Manuel Fernandes ainda voltou à escola, mas o mundo dos negócios falou mais alto e decidiu fazer-se à vida. Decidiu instalar-se em Bragança, mas nunca esqueceu a terra que o viu nascer. Por isso, no seu primeiro livro decidiu dar destaque a Angueira, Bragança e a Lisboa, onde passou grande parte da sua mocidade.
A próxima publicação deste transmontano já está delineada e terá lugar para a ficção. “Enquanto neste livro os relatos são todos de acontecimentos reais, o próximo terá também contos e histórias divertidas”, remata Manuel Fernandes.


