class="html not-front not-logged-in one-sidebar sidebar-second page-node page-node- page-node-167545 node-type-noticia">

            

Comércio tradicional em debate

Ter, 11/12/2007 - 10:20


“O comércio tradicional tem um papel importante a desempenhar para a economia nacional”. Quem o afirma é o presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCSP), José António Silva, que se deslocou na passada quinta-feira a Macedo de Cavaleiros para realizar uma conferência organizada pela Associação Comercial e Industrial de Macedo de Cavaleiros (ACIMC).

Numa altura em que a localidade assiste ao início da construção de uma grande superfície comercial, a maior da cidade, este algarvio deslocou-se à região para debater o actual estado do comércio tradicional.
Segundo José António Silva, “Portugal tem um poder de compra abaixo da média europeia, mas com uma oferta comercial muito acima da média e uma janela de horário que é a maior em toda a Europa”. Estes factores são, na óptica do presidente da CCSP, responsáveis pela perda de 50 mil postos de trabalho no sector do comércio nos últimos três anos, uma vez que, no segundo trimestre de 2007, verificou-se uma perda de 17 mil empregos.
Segundo um estudo apresentado pela CCSP, nos próximos 4 anos irão perder-se mais de 100 mil postos de trabalho no sector do comércio.
Contudo, para José António Silva, é importante que o comércio volte a estar encerrado ao domingo para um maior equilíbrio entre a oferta de todos os sectores, promovendo a coexistência entre comércio tradicional e grandes superfícies.

Comércio tradicional ainda voltará a ter um papel activo na economia nacional

Para a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, o comércio tradicional poderá recuperar papel activo
Quanto ao comércio no interior, o responsável afirmou que não há uma estratégia global que desenvolva um plano integrado de modernização do comércio. Contudo é optimista quanto ao futuro, pois “o comércio tradicional ainda voltará a ter um papel activo a desempenhar na economia nacional”.
António Silva sublinhou, ainda, que as autarquias são responsáveis por não proteger o pequeno comércio, pois “a instalação de grandes superfícies nos seus concelhos, como se fosse um factor de desenvolvimento e sucesso, faz com que não tenham em conta os efeitos colaterais, como a perda de competitividade do comércio tradicional e a consequente perda de postos de trabalho neste sector”.
Há um ante-projecto de lei que, a ser aprovado, irá revogar a actual legislação que regulamenta as grandes superfícies e que irá dar, ainda, maior flexibilidade a esta forma de comércio.
Recorde-se que os associados da ACIMC, em reunião extraordinária convocada para o efeito, deram parecer favorável à instalação de grandes superfícies em Macedo de Cavaleiros.