Ter, 04/12/2007 - 10:26
Longe vão os tempos em que cada comunidade religiosa confeccionava as hóstias que alimentavam a sua própria alma. Entre as congregações do distrito de Bragança que mantêm viva a tradição destacam-se as freiras do Carmelo de Torre de Moncorvo, que continuam a produzir o “Corpo de Cristo” mas só para consumo próprio.
Já a fábrica da Casa de Santa Clara alimenta paróquias e congregações com o pão que nasce da união da farinha de trigo com água. Amassados estes dois ingredientes, as Irmãs colocam pequenas porções nos ferros que transformam a massa em placas sólidas que, depois de cortadas, dão origem às hóstias. Esta tarefa ocupa todas as manhãs das religiosas.
Da parte da tarde é preciso cortá-las, escolhe-las e empacotá-las. “Depois de cozidas têm que ficar algum tempo numa estufa, que é para não se desfazerem ao cortar”, revela Arminda Moreira.
O único segredo está na consistência da massa. “A farinha não pode ficar muito fina, nem muito grossa, é preciso encontrar o ponto certo”, desvenda a religiosa.


