Ter, 04/12/2007 - 10:16
Ainda esta semana, a autarquia fará chegar uma carta a todos os munícipes, apelando à poupança e à mobilização da comunidade em torno da barragem das Veiguinhas. “Esta penosa situação não ocorreria se a barragem das Veiguinhas estivesse construída, tal como previsto há 20 anos”, alega o presidente da CMB, Jorge Nunes.
Após dois chumbos, o empreendimento vai ser alvo do terceiro Estudo de Impacte Ambiental (EIA), encomendado pelas Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro.
O trabalho, que será executado pela mesma empresa que elaborou o EIA da barragem do Baixo Sabor, estará concluído em Março do próximo ano, para depois ser analisado pelo Ministério do Ambiente.
Em caso de ruptura, são necessários 35-40 camiões cisterna a transportar água 24 horas por dia para garantir o abastecimento
Caso o documento volte a ser chumbado, o edil promete promover um referendo local para auscultar a opinião da população sobre o interesse público da barragem versus “a preservação duma ínfima parcela do Parque Natural de Montesinho”.
Jorge Nunes recorda que o município está a viver uma situação idêntica à da Primavera de 2005, em que o município esteve prestes a enfrentar a ruptura total no abastecimento de água.
O cenário já é do conhecimento do Ministério do Ambiente, Protecção Civil e Instituto Nacional da Água, entidades que terão de intervir no caso de colapso no fornecimento de água.
Se não chover significativamente e o abastecimento entrar em ruptura, uma das hipóteses a considerar é o transporte de água a partir da albufeira do Azibo (Macedo de Cavaleiros). Para tal, serão necessários entre 35 a 40 camiões cisterna com capacidade para 30 metros cúbicos, a transportar água 24 horas por dia.
Segundo o edil, na Primavera de 2005 o município esteve a 10 dias de implementar uma solução deste género.


