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Mulheres são o rosto da violência doméstica

Ter, 27/11/2007 - 10:57


Os Centro de Saúde do distrito de Bragança estão a delinear um conjunto de acções para prevenir e combater a violência doméstica. As mulheres são as principais vítimas nas relações conjugais, situações que têm como consequência problemas de Saúde do foro psicológico e, até, psiquiátrico.

Para combater esta realidade, as Unidades de Cuidados de Saúde Primários vão aliar-se a esta problemática, no âmbito do III Plano Contra a Violência Doméstica lançado pelo Governo. Para já, a Sub- Região de Saúde está a desenvolver um programa específico que será posto em prática nos 12 Centros de Saúde do distrito.
O documento prevê a criação de núcleos dinamizadores e multi-profissionais para a prevenção e intervenção ao nível da violência doméstica, a formação e sensibilização dos profissionais de saúde nesta área, a elaboração de um plano concelhio de actividades para cada Unidade de Saúde, a criação de redes locais de apoio protocoladas, bem como o encaminhamento das vítimas.
As acções tiveram início esta semana nos Centros de Saúde de Bragança, Miranda do Douro, Alfândega da Fé, Vila Flor e Vinhais, no âmbito do Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher. Trata-se de uma campanha de sensibilização desenvolvida em parceria com outras instituições locais, que assenta na distribuição de folhetos informativos, bem como de laços e flores brancas de forma simbólica.

Violência doméstica é encarada como um problema de saúde pública

O objectivo é contribuir para a mudança de mentalidades, visto que no distrito de Bragança as mulheres são quem mais sofre com esta problemática. Além disso, as crianças que testemunham as agressões também são afectadas ao nível psicológico.
Alguns estudos efectuados na União Europeia, onde cerca de 15 por cento das mulheres são vítimas, revelam que se trata de um problema de saúde pública, visto que as mães que sofrem de violência doméstica apresentam uma maior probabilidade de terem filhos doentes e recorrem com mais frequência aos hospitais, devido a perturbações emocionais.
A transversalidade desta problemática justifica o envolvimento da rede de instituições sociais, que têm um papel activo ao nível da prevenção, sensibilização e combate da violência doméstica. A reinserção das vítimas ao nível profissional é, igualmente, um factor determinante para que elas se afastem do agressor e comecem uma nova vida.
Para tal, existem equipas organizadas em todos os Centros de Saúde, coordenadas por assistentes sociais.