Ter, 27/11/2007 - 10:18
Para o governante, este conjunto de acessibilidades vai promover a competitividade e desenvolvimento de Bragança, Guarda e Vila Real. “É um acto de justiça para estas regiões que estavam a ficar para trás”, sublinhou José Sócrates.
Segundo o primeiro-ministro, as acessibilidades rodoviárias na região eram “uma condicionante gravíssima ao processo de desenvolvimento e competitividade”, pelo que as concessões agora lançadas são essenciais para a prosperidade do Interior. “Sem estas vias é difícil competir pela localização das empresas e fixação de quadros qualificados, contribuindo para a riqueza do próprio País”, reforçou José Sócrates.
Segundo o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, Bragança, Guarda e Vila Real têm actualmente, cerca de 35 por cento do Plano Rodoviário Nacional concretizado. Com a criação das novas acessibilidades, a taxa de execução passará para abranger 77 por cento. “Vamos colocar estas regiões ao mesmo nível ou, mesmo, acima da média nacional”, sublinhou o responsável.
Conjunto de obras irão contribuir para a redução da sinistralidade rodoviária na região
Além do aumento da competitividade económica e comodidade para os utilizadores das estradas, a construção da Auto-estrada Transmontana vai levar à redução da sinistralidade em cerca de 23 por cento. “Esta era uma zona crítica a este nível, pelo que estas obras são o melhor investimento que se pode fazer no que toca à segurança rodoviária”, sublinhou José Sócrates.
Esta via vai, ainda, diminuir em cerca de 40 por cento o tempo de percurso entre Vila Real e Bragança, aumentando a velocidade média em 57 por cento.
Já o IP2 e IC5, incluídos na Concessão Douro Interior, permitirão a redução em cerca de 11 por cento no que toca à mortalidade e feridos graves. Estima-se, também, que levará à redução de 27 por cento do tempo de percurso entre o IP4, junto a Macedo de Cavaleiros, e o IP5, em Celorico da Beira, e ao aumento da velocidade média de circulação em 29 por cento.
Recorde-se que as obras agora anunciadas pelo Governo vão ser utilizadas por cerca de dois milhões de automobilistas, o dobro do que se verifica actualmente.


