Ter, 20/11/2007 - 10:05
Recorde-se que, desde a tragédia, o comboio só circula entre Mirandela e Brunheda, com o restante percurso, entre a Brunheda e o Tua e a consequente ligação à linha do Douro, a ser feito de táxi.
De acordo com a fonte da REFER, esta situação deverá prolongar-se por pouco tempo, já que a empresa prevê que, “dentro de alguns dias, será retomada a circulação em toda a linha”, embora não adiante ainda uma data concreta.
Segundo a informação disponibilizada à Lusa, “está a decorrer a fase final de avaliação relacionada com a segurança da operação” e só depois de ultimada será possível retomar a circulação.
Recorde-se que, na sequência do acidente e dos trabalhos de reparação do troço acidentado, a linha foi alvo de vistorias para determinar as condições de segurança, estando a reabertura dependente destas conclusões.
O acidente deu ainda origem a um inquérito judicial, promovido pela Procuradoria-Geral da República e conduzido pelo Ministério Público, com vista a apurar eventuais responsabilidades criminais.
Fonte da Procuradoria disse à Lusa que o inquérito continua a decorrer, não havendo conclusões até ao momento.
Só as conclusões das vistorias poderão definir uma data para a reabertura do tráfego ferroviário
Os trabalhos de reparação foram adjudicados, em Agosto passado, à empresa Tecnasol - Fundações e Geotecnia. O prazo de execução era de sessenta dias e a REFER apontou, então, o final de Outubro como data para a reabertura da linha em toda a sua extensão. O prazo foi cumprido, mas só as conclusões das vistorias poderão definir uma data para a reabertura do tráfego ferroviário entre Brunheda e Tua.
Um desabamento de pedras foi a causa apontada, em dois inquéritos, para o acidente que arrastou uma carruagem do metro de Mirandela ao serviço da CP por uma ravina de 60 metros em direcção ao rio Tua.
No dia 12 de Fevereiro de 2007 a carruagem transportava dois passageiros, um funcionário da CP que terminara o dia de trabalho na estação do Tua, o maquinista e um revisor. No acidente ficaram feridos os dois passageiros, ambos estudantes, e morreram o maquinista e o revisor (funcionários do metro de Mirandela), bem como o funcionário da CP.


