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Mulheres partem para a luta

Ter, 12/06/2007 - 10:24


Em pleno século XXI, as mulheres continuam a ser alvo de discriminações no mercado de trabalho, em casa e na própria sociedade.

As desigualdades entre homens e mulheres continuam tão infiltradas nos conceitos culturais e sociais que Maria de Belém, deputada pelo PS e presidente da Comissão de Saúde na Assembleia da República, apelou, no passado sábado, em Alfândega da Fé, à “luta” e iniciativa feminina.
Segundo a antiga ministra da Saúde e para a Igualdade, ainda se verificam grandes resistências culturais e parte destes conceitos são transmitidos em casa, pelo que cabe às próprias mães educar os seus filhos segundo os princípios de igualdade e combate à discriminação. “É necessário que as mulheres de Trás-os-Montes se convençam que a mudança tem que ser feita por elas próprias, uma vez que, enquanto educadoras, podem contribuir para que sejam mais respeitadas”, defendeu Maria de Belém.

Apesar da taxa de mulheres doutoradas e a trabalhar em áreas científicas ser superior à masculina, elas continuam a ser discriminadas laboralmente

Só deste modo a população feminina perceberá que não tem nenhum estatuto de menoridade em relação aos homens e que deve colocar as suas competências ao serviço da sociedade. Apesar do aumento do número de mulheres com formação superior, continuam a debater-se com resistências no que respeita à sua entrada no mercado de trabalho. Mesmo tendo preparação académica e competências idênticas, têm mais dificuldade em conseguir emprego e, durante o desempenho das mesmas funções, as remunerações são cerca de 27 por cento inferiores às dos homens. “Os índices do desemprego e as desigualdades no valor dos ordenados demonstram-nos a realidade laboral”, acrescentou a deputada socialista.
A par destas discrepâncias, Maria de Belém aponta o dedo à divisão deficitária de tarefas entre mulheres e homens. “Se têm as mesmas responsabilidades no desempenho de funções no trabalho, porque é que não se dividem, igualitariamente, as tarefas domésticas”, questiona a antiga ministra.
Maria de Belém foi uma das oradoras do Fórum Família e Conciliação da Vida Familiar e Profissional, que decorreu no auditório da Biblioteca Municipal de Alfândega da Fé. A iniciativa contou, ainda, com a presença de Berta Nunes, médica e membro da Comissão Nacional do PS, Ilídio Mesquita, conselheiro para a Igualdade, Teresa Rosmaninho, psicóloga e presidente duma organização internacional de apoio a Vítimas de Violência Doméstica. O encerramento do debate foi protagonizado por Júlia Rodrigues, presidente do Departamento Federativo das Mulheres Socialistas do distrito de Bragança, a estrutura que organizou o Fórum.