Ter, 12/06/2007 - 10:07
O Encontro fez parte de uma programação anual, onde o INATEL “pretende promover, não só os coros da cidade, como grupos de outras localidades”, explica o delegado do INATEL de Bragança, Luís Ferreira.
À semelhança do ano anterior, a gala contou com “a prata da casa”, nomeadamente o Coral Brigantino Nossa Senhora das Graças, que se fez representar, também, com os seus mais novos artistas.
Do distrito de Viana do Castelo veio o Orfeão de Vila Praia de Âncora, que é dos mais respeitados no Norte do País. Para fechar o quadro de representantes, o Coral de Cinfães do Douro, do distrito de Viseu, foi também um dos convidados.
De acordo com Luís Ferreira, “tudo isto se insere num programa virado para a vertente cultural e que tem como principal incumbência enaltecer a cultura regional e popular, oferecendo à cidade aquilo que ela já vai merecendo”. Na óptica do responsável, “Bragança é, hoje, uma cidade de média estrutura, com gostos variados e, portanto, o gosto pela música polifónica é um dos que se está a desenvolver actualmente. Assim, “o INATEL tem a obrigação de implementar essa vertente”, realça o delegado.
Quanto ao evento, os coros construíram um espectáculo soturno e enigmático, num cruzamento de elementos díspares, apesar da popularidade das músicas. A começar pelas interpretações vocais peculiares, que se propagaram desde a estranheza nasalada a laivos operáticos. Também a alegria, intensidade e a espiritualidade contagiante marcaram presença. Vozes que embalaram pela genuinidade portuguesa as muitas dezenas de “aficionados” da polifonia, não esquecendo os temas litúrgicos e a diversidade dos períodos artísticos.
O público lotou o auditório, comprovando que a música coral está a conquistar cada vez mais adeptos na cidade bragançana.



