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PRACE

Ter, 05/06/2007 - 11:11


PSD e PCP criticam os reflexos do Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado (PRACE) no distrito de Bragança e dão conta do rol de serviços que poderá desaparecer, caso o programa seja totalmente aplicado no Nordeste Transmontano. A lista é longa, mas o certo é que, até à data, ainda não se pode apelidar o PRACE de coveiro da região. O que não quer dizer que assim seja até 2009, altura em que o Governo de José Sócrates termina a Legislatura.

Mais do que fazer futurologia ou antecipar os acontecimentos, interessa medir o impacto que esta reforma na Administração Central está a ter em Trás-os-Montes, pois há que separar as intenções da vontade política para criar regimes de excepção. Aliás, como se viu no sector da Saúde, em que houve um claro recuo no que toca à reclassificação da rede de Urgências e encerramento dos Serviços de Atendimento Permanente.
Contas feitas, o balanço até Maio de 2007 acaba por jogar a favor da região. À decisão de sedear no distrito um serviço que abrange vários distritos do País, como é o caso da Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte (DRAPN), junte-se a delegação de Mirandela da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica que, a par da Direcção Regional instalada no Porto, é única na zona Norte.
Depois, há que olhar para criação (ainda que no papel, pelo menos por enquanto) do serviço de Urgência Básica em Mogadouro, que poderá dar resposta a uma aspiração antiga das gentes do Planalto Mirandês.
Conclusão: o facto do PRACE ditar a transferência de serviços já não é novidade para ninguém. Inédita é a concentração de organismos do Estado em Trás-os-Montes, como aconteceu com a DRAPN.