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Mini-hídrica no rio Angueira

Ter, 05/06/2007 - 09:59


O projecto para a construção do aproveitamento hidroeléctrico de Algoso, no concelho de Vimioso, já se encontra em fase de avaliação. Durante o período de aditamento, que decorreu entre Outubro e Janeiro passado, o Estudo de Impacte Ambiental foi reformulado, aguardando, agora, um parecer favorável por parte dos técnicos do Instituto do Ambiente. Trata-se de um pequeno empreendimento, desenvolvido pela Hidroerg- Projectos Energéticos, Lda, em conjunto com as Câmaras de Vimioso e Mogadouro, destinado à produção de energia. O aproveitamento hidroeléctrico será construído no troço final do rio Angueira, abrangendo as freguesias de Algoso e S. Martinho do Peso.

A produção de energia será feita em regime de “exploração a fio-de-água”, utilizando, apenas, os caudais disponíveis após as utilizações prioritárias, nomeadamente para fins ecológicos.
O empreendimento, orçado em cerca de 6 milhões de euros, contará com uma turbina-gerador capaz de produzir 11.64 Gigawatts-hora (Gwh) de energia.
Na óptica do presidente da Câmara Municipal de Vimioso (CMV), José Rodrigues, este projecto tem um elevado potencial económico para os dois municípios. “Actualmente geramos, em média, cerca de 5 por cento de receitas próprias, o que é muito pouco”, salienta o edil.
O projecto, que poderá ser adjudicado dentro de meio ano, parece ter viabilidade económica garantida. “Ao fim de cinco anos as receitas geradas deverão cobrir o investimento”, realçou José Rodrigues.

Projectos para o desenvolvimento do município de Vimioso dependem de fundos comunitários

Para desenvolver o concelho, a CMV está a trabalhar, ainda, noutros projectos, como é o caso da Zona de Caça Turística, que envolve as Juntas de Freguesia de Algoso e Matela. Trata-se de uma área de cerca de 5 mil hectares, que será gerida por uma empresa privada.
A exploração das águas da Terronha, a cerca de 5 quilómetros da vila, é, igualmente, um projecto em curso. “Já fizemos perfurações a 150 metros e saem 54 mil litros de água sulforosa a 17 graus de temperatura por hora. Temos todas as condições para avançar com a estação termal”, acrescentou o edil.
Este projecto, tal como a criação de um Hipódromo à entrada da vila e de um Ecoparque nas zonas de S. Joanico e Serapicos, depende das verbas conseguidas no âmbito do Quadro de Referencia Estratégica Nacional.