Ter, 29/05/2007 - 10:13
Na óptica da maioria das pessoas, os CTT não estão a prestar um bom serviço. “Isto anda uma bandalheira. O correio não chega, nem sabemos quando, nem se vai ser entregue”, assevera Luís Neves, comerciante na Avenida das Forças Armadas.
Os sucessivos atrasos na entrega da correspondência é uma das falhas apontadas por moradores e comerciantes. “Para além dos atrasos também já nos aconteceu colocarem o correio noutras caixas. Algumas cartas até se extraviam”, garante Fernando Gomes, outro comerciante da zona da Braguinha.
O correio prioritário, nomeadamente o correio azul e registado, não chegou com urgência aos destinatários, que se dizem lesados com as falhas da distribuição dos CTT. “Prejudica-nos muito, porque trabalhamos com instituições que nos estabelecem prazos e ficamos com períodos muito curtos para elaborar os processos”, realça Pedro Pinelo, empresário no ramo da consultoria e gestão.
Os jornais também fazem parte da correspondência que chega atrasada ou não chega às caixas de correio dos assinantes. “Recebo o Nordeste e tenho notado alguns atrasos. Houve uma semana em que o jornal nem chegou”, afirma Cristina Gambôa, comerciante na Avenida das Forças Armadas.
Férias dos carteiros originam atrasos na entrega da correspondência
As queixas estendem-se à forma como o correio é entregue. “Tem acontecido entrarem na loja pessoas a entregarem-me correio sem qualquer tipo de identificação e sempre uma pessoa diferente”, critica Cristina Gambôa.
Segundo João Paulo, membro do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações, a demora na entrega do correio está relacionada com o facto dos correios terem recorrido à CTT Expresso, uma empresa do grupo, enquanto alguns carteiros foram de férias.
Confrontados com esta situação, os CTT justificam que os atrasos na distribuição com as férias do carteiro que, habitualmente, fazia aquelas zonas, e que foi substituído por uma profissional da CTT Expresso.
A empresa informa, ainda, que esta situação já está resolvida, dado que a zona foi retomada por um carteiro dos CTT de Bragança. Os correios acrescentam que se tratou de uma falha pontual, até porque a CTT Expresso é uma empresa do grupo, curiosamente especializada em entregas urgentes.



