Ter, 22/05/2007 - 11:42
O alerta foi lançado em 2002 pelo autarca de Santa Maria, Jorge Novo, mas foi preciso repetir o repto nos órgãos de comunicação social para o Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) fazer deslocar técnicos a Bragança, no sentido de avaliar a gravidade da informação.
Passaram 5 anos e começa a aparecer luz ao fundo do túnel, mas o IPPAR já avisou que o restauro integral da Domus só será possível com recurso ao mecenato. A Caja Duero, que até tem capitais maioritariamente espanhóis, já contribuiu com 15 mil euros para dignificar um Monumento Nacional do País irmão.
O problema começa a ficar, assim, parcialmente resolvido, mas é necessário perguntar porque razão um dos países que mais sobrecarrega os contribuintes com Imposto Automóvel, IVA, preços de combustíveis, portagens, etc. não tem meios financeiros para cuidar do seu próprio património. Para onde vai o dinheiro dos impostos dos portugueses, se o País tem que estender a mão para recuperar Monumentos Nacionais?
Valha-nos, ao menos, a banca, que acumula lucros fabulosos todos os anos, mas ainda divide alguma coisa com o Estado. Caricato, não é?



