Ter, 15/05/2007 - 10:07
Recorde-se que, além das duas embarcações tipo “catamarã”, com capacidade para 16 passageiros, a autarquia freixenista adquiriu um barco coberto e climatizado que pode transportar 50 pessoas durante todo o ano.
Desde que começou a funcionar, há cerca de meio ano, a embarcação Douro Internacional já transportou 2.500 pessoas. Contudo, até ao final de 2007, a edilidade espera transportar cerca de 10 mil turistas, o que representa uma triplicação do número de passageiros durante a época baixa no Douro Internacional.
As viagens de barco fazem a ligação entre a praia fluvial da Congida, no concelho de Freixo de Espada à Cinta, e a Aldeadávila e Saucelle, no lado espanhol.
Para o vice-presidente da Câmara de Freixo de Espada à Cinta (CMFEC), Pedro Sá Mora, este percurso ainda está pouco explorado pelos operadores turísticos, pelo que a aposta são as viagens entre o Douro Vinhateiro e o Douro Internacional, de modo a aumentar a oferta. “Os passeios com partida do Porto, chegam, apenas, a Barca de Alva, pelo que vamos trabalhar para cativar os turistas para a região do Douro Internacional”, adiantou o autarca.
Oferta hoteleira aumenta paralelamente ao aumento de turistas na região do Douro Internacional
Para o autarca, o concelho de Freixo de Espada à Cinta já dispõe de espaços com condições para receber turistas mais exigentes, como as dez moradias instaladas numa encosta da Congida. Em fase avançada, está igualmente o aldeamento turístico do Salto de Saucelle (Espanha) com capacidade para 300 camas, bem como uma série de habitações de turismo rural. Freixo de Espada à Cinta tem, também, em fase final de construção uma unidade hoteleira com 63 quartos, que vai triplicar o número de camas na vila.
A promoção dos produtos locais, como os vinhos de qualidade, azeite e amêndoa começam, também, a fazer daquele concelho um local de eleição para o lazer, numa altura em que as acessibilidades vão melhorar significativamente, após a conclusão das obras na EN221.
“É preciso mudar as mentalidades e cativar o visitante para uma região do Douro que ainda permanece pouco humanizada, onde é possível observar animais em vias de extinção”, sublinha Pedro Mora.
A autarquia pretende, ainda, organizar roteiros turísticos, de modo a guiar correctamente os visitantes na vila mais manuelina de Portugal.


