Ter, 08/05/2007 - 09:44
O espaço em terra batida junto à Segurança Social, que acolhe um grande número de tendas transforma-se num autêntico lamaçal em dias de chuva, ao passo que, no tempo quente, a poeira incomoda feirantes e clientes.
Quem faz centenas de quilómetros para fazer negócio queixa-se das más condições oferecidas pela Câmara Municipal de Bragança (CMB), face ao elevado valor cobrado pelo espaço ocupado. Para conseguir um lugar na Feira das Cantarinhas, os comerciantes têm que desembolsar cerca de 120 euros, um montante que “deveria ser utilizado para as faltar o recinto”, defendem.
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Bragança (ACISB), António Carvalho, está do lado dos homens do negócio e realça que é urgente a Câmara arranjar um local que ofereça condições dignas aos feirantes.
Na passada quarta-feira, quando abriu a Feira das Cantarinhas, alguns comerciantes encontraram o seu lugar encharcado e os funcionários da Câmara tiveram de deitar gravilha nalguns locais para que os tendeiros se pudessem instalar.
Espaço envolvente ao Mercado Municipal é a aposta da Câmara para, no futuro, instalar a feira de Bragança
Esta situação repete-se na feira da cidade, que se realiza três vezes por mês, sempre que se verificam condições atmosféricas adversas. No Verão, os problemas persistem, sendo o pó é o principal inimigo dos feirantes.
Confrontado com as más condições do espaço, o presidente da CMB, Jorge Nunes, reconhece os problemas dos vendedores e adianta que o objectivo da autarquia é requalificar outro espaço para receber a feira.
Para já, o edil afirma que está a negociar com a Direcção Geral do Património os pavilhões da antiga BC3, ao lado do Mercado Municipal, para transformar aquela área num espaço de lazer, onde, futuramente, se irá realizar a feira.
Questionado sobre os prazos para a concretização da obra, Jorge Nunes realça que as negociações são um processo moroso, não avançando uma data para a feira mudar de lugar.
O lixo é outro dos problemas. Sempre que os comerciantes partem, plásticos, papéis e cartões invadem a zona envolvente à Segurança Social. Para resolver esta situação, alguns comerciantes defendem que a Câmara devia distribuir sacos aos feirantes e colocar mais contentores naquela zona.


