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Eólicas podem desenvolver Mundo Rural

Qua, 02/05/2007 - 10:26


Após a visita à freguesia de Rabal, no concelho de Bragança, a empresa irlandesa Airtricity tenciona colocar seis a sete aerogeradores naquela freguesia do Parque Natural de Montesinho (PNM). O presidente da Junta de Freguesia de Rabal (JFR), Paulo Hermenegildo, aplaude o aproveitamento do vento naquela zona protegida, uma vez que considera que a energia eólica pode vir s ser uma fonte de desenvolvimento da economia rural.

Na óptica do autarca, o plano de ordenamento do PNM deveria prever a instalação de torres, dado que “é uma forma que gerar receitas para as juntas de freguesia e torná-las menos dependentes, financeiramente, das Câmaras”.
Paulo Hermenegildo revela que a Junta já foi abordada por várias empresas com o objectivo de aproveitarem o vento na freguesia, mas as intenções dos empresários dependem, agora, do Plano de Ordenamento do Parque.
Para já, o documento ainda se encontra em fase de elaboração, pelo que o Instituto de Conservação da Natureza (ICN) recusa pronunciar-se sobre esta matéria e adia os esclarecimentos para a fase de discussão pública.
Segundo fonte do ICN, a energia eólica é um dos assuntos abordados no plano, mas mantém-se o mistério quanto à autorização para a instalação de parques eólicos.
Recorde-se que a Artricity anunciou, na semana passada, a intenção de construir um mega-parque éolico nos concelhos de Bragança e Vinhais. Trata-se de um investimento na ordem dos 800 milhões de euros, que depende, agora, das regras definidas pelo ordenamento naquela área protegida.

Energia eólica poderá ser a salvação económica das aldeias que resistem no coração do Parque

No entanto, a importância da energia eólica poderá, ainda, pesar na decisão final, uma vez que o documento vai ser submetido a discussão pública e necessita da homologação do Conselho de Ministros.
Na óptica do presidente da JFR, a par das vantagens económicas, a instalação de torres para aproveitamento do vento também contribuem para diminuir o risco de incêndios dentro do parque, visto que são zonas permanentemente vigiadas para evitar danos nos aerogeradores.
As torres que se erguem do lado espanhol, a cerca de 20 metros do PNM, são, igualmente, um motivo que leva os autarcas a reivindicarem esta fonte de rendimento, como forma de travar a desertificação das aldeias que resistem no coração daquela área protegida.
Recorde-se que segundo o presidente da Junta de Freguesia de Carragosa, Carlos do Vale, a Airtricity já está a pagar 2 500 euros por ano pelo espaço onde prevê a construção do parque eólico, um valor que aumentará, significativamente, com a instalação das torres.
Numa primeira fase a empresa irlandesa pretende colocar aerogeradores nas proximidades das localidades de Mofreita, Zeive e Soutelo e, a longo prazo, já tem na mira as freguesias de Vilarinho, Montesinho, Travanca, Guadramil, Rio de Onor e Pinheiro Novo.